Cabelo no pós-parto pode cair bastante, mas nem sempre é problema. Veja causas, alimentação e quando buscar ajuda
Muitas mulheres se assustam ao perceber um aumento significativo na queda de cabelo após o nascimento do bebê. Fios espalhados pelo travesseiro, acumulados no ralo do banheiro ou presos à escova costumam gerar preocupação, mas especialistas afirmam que essa situação é, na maioria dos casos, um processo natural do organismo.
A queda de cabelo no pós-parto geralmente começa entre o segundo e o quarto mês após o nascimento da criança e está relacionada às alterações hormonais que acontecem nesse período.
Durante a gravidez, os níveis hormonais elevados prolongam a fase de crescimento dos fios, fazendo com que menos cabelos caiam. Após o parto, no entanto, ocorre uma redução rápida desses hormônios, levando muitos fios a entrarem simultaneamente na fase de queda.
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Esse fenômeno é conhecido como eflúvio telógeno pós-parto.
Segundo o ginecologista e obstetra Paulo Noronha, o processo é considerado normal e esperado. “Depois do nascimento do bebê, com a queda dos hormônios, esses fios entram ao mesmo tempo na fase de queda”, explica.

Apesar da quantidade de cabelos perdidos chamar atenção, especialistas destacam que a situação normalmente não representa perda definitiva. A tendência é que o crescimento seja retomado gradualmente ao longo dos meses seguintes.
De acordo com informações da Associação Americana de Dermatologia, o volume capilar costuma retornar ao normal durante o primeiro ano após o parto.
A alimentação também desempenha papel importante na recuperação dos fios. Após a gestação, o organismo precisa de uma grande quantidade de nutrientes para manter diversas funções, especialmente durante a amamentação.
Segundo a nutricionista Thays Pomini, quando a alimentação não atende adequadamente às necessidades do corpo, o cabelo acaba ficando em segundo plano.
Entre os nutrientes considerados fundamentais para a saúde capilar estão proteínas, ferro, zinco, biotina, vitaminas do complexo B e vitamina D.
A deficiência de ferro, em especial, está entre as causas mais frequentes de queda de cabelo após a gravidez. Especialistas recomendam associar alimentos ricos em ferro ao consumo de vitamina C para melhorar sua absorção pelo organismo.
Durante a amamentação, a demanda nutricional se torna ainda maior. Como a produção de leite é prioridade para o corpo, a falta de nutrientes pode intensificar os impactos sobre os cabelos.

Fotos: Reprodução
Por isso, alimentos como ovos, peixes, verduras de folhas escuras, leguminosas e sementes podem contribuir para a recuperação dos fios e para a manutenção da saúde da mãe.
Especialistas também alertam para os riscos das dietas restritivas nesse período, que podem prejudicar tanto a recuperação capilar quanto a produção de leite materno.
Embora a queda de cabelo seja considerada normal após o parto, alguns sinais exigem atenção médica. Falhas localizadas, coceira, dor no couro cabeludo, descamação intensa, afinamento excessivo dos fios, cansaço constante e alterações de peso podem indicar outros problemas de saúde.
Nesses casos, é importante procurar avaliação médica para investigar possíveis causas, como anemia, deficiência de vitaminas ou alterações hormonais.
Segundo o especialista Vlassios Marangos, o tratamento mais eficaz é aquele voltado para a causa do problema. “A correção de deficiências nutricionais costuma ser mais importante do que soluções rápidas”, afirma.
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Os especialistas ressaltam que não é possível impedir completamente a queda natural dos fios após o parto. No entanto, uma alimentação equilibrada, acompanhamento médico e cuidados adequados ajudam a criar as condições necessárias para que o cabelo volte a crescer de forma saudável nos meses seguintes.