Mulher, de 50 anos, foi coondenada à morte quando tinha 18 anos, após um assassinato brutal por motivo fútil
Christa Gail Pike, de 50 anos, ganhou repercussão internacional após sobreviver a duas doses de uma injeção letal durante uma tentativa de execução no Tennessee, nos Estados Unidos. O procedimento ocorreu na noite de quarta-feira (30), mas não conseguiu provocar a morte da condenada, que foi retirada da prisão de ambulância e levada para um hospital.
Pike estava no corredor da morte havia quase 30 anos. Ela foi condenada à pena capital pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, ocorrido em janeiro de 1995, em Knoxville. Na época do crime, Pike tinha 18 anos e participava, assim como a vítima, de um programa de formação profissional para jovens.
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O CRIME QUE LEVOU À CONDENAÇÃO
Segundo os registros do caso, Pike e o então namorado, Tadaryl Shipp, atraíram Slemmer para uma área de mata. A vítima foi espancada e esfaqueada até a morte. A investigação apontou que o crime teria sido motivado por ciúmes, já que Pike acreditava que a jovem estava interessada em seu namorado. Shipp tinha 17 anos na época e recebeu pena de prisão perpétua.


Ao longo dos anos, os advogados de Pike também apresentaram argumentos relacionados ao histórico de abusos sofridos por ela durante a infância e à sua saúde mental. A defesa sustentou que esses fatores, além da idade que ela tinha quando cometeu o crime, deveriam ser considerados na análise da sentença. O pedido de clemência, porém, não foi aceito.

DUAS DOSES E UMA EXECUÇÃO INTERROMPIDA
Na tentativa de execução, as autoridades aplicaram duas doses de pentobarbital. Segundo relatos de jornalistas que acompanharam o procedimento, Pike permaneceu viva e continuou respirando após as aplicações. Ela chegou a conversar e cantar com um conselheiro espiritual durante parte da execução.


Fotos: Reprodução
Depois que o procedimento foi interrompido, Pike foi encaminhada para atendimento médico. Seus advogados afirmaram que ainda não tinham informações completas sobre seu estado de saúde e relataram preocupação com possíveis consequências do procedimento. Um médico contratado pela defesa levantou a possibilidade de lesão cerebral, mas a extensão de eventuais danos ainda não havia sido determinada.
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O caso levou o governador do Tennessee, Bill Lee, a suspender as execuções previstas no estado para o restante de 2026 e determinar uma investigação independente sobre o ocorrido. O Departamento de Correções afirmou que os funcionários seguiram o protocolo de execução estabelecido. Pike permanece sob custódia das autoridades enquanto as consequências jurídicas da tentativa frustrada são analisadas.