Operação Sátrapa, da PF, investiga envolvimento de policiais penais com narcotráfico e homicídios dentro do presídio
O diretor da Penitenciária Estadual de Dourados (PED), Rangel Schveiger, foi afastado do cargo nessa quinta-feira (13/2) por suspeita de ligação com o crime organizado, especialmente com grupos de facções criminosas. A decisão faz parte da Operação Sátrapa, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), liderada pela Polícia Federal (PF).
A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) confirmou o afastamento do diretor e anunciou a nomeação de interventores para garantir a continuidade da gestão da unidade prisional. Schveiger estava no comando da penitenciária desde setembro de 2023, quando assumiu o posto no lugar de Antônio José dos Santos, que também enfrentava denúncias de irregularidades.
O diretor-adjunto da PED também é alvo da investigação, e as autoridades não descartam a possibilidade de novos desdobramentos e mais envolvidos no esquema.
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A Operação Sátrapa foi deflagrada na manhã de quinta-feira (13/02) e resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Dourados (MS), Rio Brilhante (MS), Naviraí (MS) e Marília (SP).
Além do afastamento do diretor do presídio, a Justiça determinou que ele seja monitorado com tornozeleira eletrônica. A investigação começou em 2024, após informações apontarem que um policial penal estaria introduzindo drogas e celulares na PED.
Em julho do ano passado, o servidor foi preso em flagrante transportando cerca de 1,5 kg de drogas para o interior da unidade prisional.
Com o avanço das investigações, surgiram indícios de que outros policiais penais poderiam estar envolvidos em crimes dentro do presídio, incluindo ao menos um homicídio.
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Um interno, que se apresenta como líder de uma facção criminosa, é apontado como mandante do assassinato. Atualmente, ele está recluso em um presídio federal. As autoridades também investigam a possível participação da companheira do detento, que é advogada, nos crimes.
Fonte: Metrópoles