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Quem paga a conta do clima?
Foto: Reprodução

Reprodução de discursos coloniais silenciam os impactos desiguais causados pela crise climática; Estudo do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental analisa discursos sobre justiça climática

Com o fim da COP30, diminui a atenção midiática sobre as mudanças climáticas, que é atravessada pela lógica de uma novidade imediata. Entretanto, seguimos imersos na crise climática, um problema que, segundo os cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), continuará a ter consequências no médio e longo prazos, mesmo que as emissões de gases de efeito estufa sejam interrompidas. Mas, quem fala das assimetrias desta situação?

 

Conforme relatório recentemente divulgado da Oxfam Internacional, 1% da população mundial, equivalente ao grupo dos super-ricos, consumiu em apenas dez dias de 2026 toda a sua cota anual “justa” de emissões de carbono, compatível com a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C. Na outra ponta, as pessoas mais pobres são as que menos contribuem e as mais suscetíveis aos impactos dos efeitos climáticos, pois têm menos recursos para se adaptar ou se recuperar de eventos extremos.

 

A justiça climática é uma perspectiva que compreende as mudanças climáticas não apenas como um fenômeno ambiental, mas como uma questão ética e de direitos humanos. No artigo “Discursos sobre as (in)justiças climáticas na Amazônia em reportagens da COP30 na Sumaúma” publicado recentemente por integrantes do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental (CNPq/UFRGS), é indicado que o conceito herda os princípios da “justiça ambiental”, surgida nos anos 1960 contra o racismo ambiental, e enfatiza a distribuição desigual dos riscos e benefícios do desenvolvimento.

 

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Diante do desafio da emergência climática, as decisões globais pelo clima ampliam o aspecto econômico: quem paga pela transição energética de energias fósseis para energias renováveis? Quem financia os fundos de auxílio para os países mais afetados? Quem deve arcar com os custos da recuperação de uma cidade ou região após a eclosão de um desastre climático?

 

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Tema crucial nas discussões sobre o meio ambiente, como a Conferência das Partes (COP), a perspectiva econômica ocupa boa parte das manchetes. Ainda assim, é essencial não deixar passar despercebido o impacto social da crise climática sempre que nós, jornalistas, cobrirmos o assunto.  

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