Nutricionista desmistifica o consumo de carnes por diabéticos e alerta que o perigo real para a glicemia está nos acompanhamentos
Muitas pessoas que convivem com diabetes ou pré-diabetes acreditam que o churrasco deve ser evitado por causa da carne e da gordura presente na refeição. No entanto, especialistas afirmam que o principal risco para o controle da glicemia geralmente não está na proteína, mas nos acompanhamentos consumidos durante o encontro.
Segundo a nutricionista Bela Clerot, as carnes costumam provocar impacto menor nos níveis de açúcar no sangue quando comparadas a alimentos ricos em farinha, amido e açúcar. Por isso, um churrasco pode ser uma opção mais favorável do que muitas pessoas imaginam, desde que haja equilíbrio na escolha dos alimentos.
O grande problema, de acordo com a especialista, costuma ser o excesso de pão de alho, farofa, maionese, arroz, mandioca, refrigerantes, cerveja e sobremesas. Esses itens podem provocar picos de glicose e dificultar o controle da diabetes, especialmente em pessoas que já apresentam resistência à insulina.
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Outro ponto destacado pelos profissionais é que as proteínas presentes na carne ajudam a aumentar a saciedade, reduzindo a vontade de beliscar e de consumir doces logo após a refeição. A orientação é priorizar carnes, saladas, vinagrete e bebidas sem açúcar, evitando exageros nos carboidratos refinados.
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Apesar dos benefícios, especialistas alertam que pessoas que utilizam insulina ou medicamentos para controle da glicemia devem manter acompanhamento médico e não alterar a alimentação ou o tratamento por conta própria. O segredo para aproveitar o churrasco sem comprometer a saúde está no equilíbrio e nas escolhas feitas durante a refeição.