Divisões internas colocam em xeque estratégia do Novo e futuro de Zema na disputa presidencial.
A pré-candidatura presidencial de Romeu Zema pelo Partido Novo enfrenta um momento de incerteza, diante de divisões internas sobre o rumo da legenda nas eleições de 2026. Embora o próprio Zema negue a possibilidade de desistência, cresce dentro do partido a defesa de um alinhamento com o senador Flávio Bolsonaro, do PL, já no primeiro turno.
Lideranças do Novo, especialmente na região Sul, têm sinalizado apoio a uma aproximação com o partido comandado por Valdemar Costa Neto. Entre os nomes que atuam nesse sentido estão Deltan Dallagnol, Marcel Van Hatten e Adriano Silva, que já constroem alianças regionais com candidatos do PL.
O debate interno vai além da estratégia eleitoral e envolve o futuro da sigla, que teve desempenho modesto nas últimas disputas presidenciais. Em 2018, João Amoêdo obteve 2,5% dos votos, enquanto Felipe d'Avila alcançou apenas 0,47% em 2022.
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Nos bastidores, aliados de Zema demonstram incômodo com a falta de autonomia para criticar Flávio Bolsonaro. A avaliação é que essa limitação prejudica a tentativa de posicionar o ex-governador como uma alternativa dentro da direita.
Enquanto isso, o espaço de candidatura com perfil mais crítico ao sistema tem sido ocupado por Renan Santos, ligado ao Movimento Brasil Livre. Ele integra o recém-criado partido Missão, que já teve registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Durante evento recente em São Paulo, Renan fez críticas diretas a Flávio Bolsonaro, estratégia que tem ganhado repercussão nas redes sociais e impulsionado sua visibilidade. Em algumas pesquisas, ele já aparece à frente de Zema na corrida presidencial.
Mesmo diante desse cenário, Deltan Dallagnol mantém sua estratégia de evitar confrontos com Flávio Bolsonaro, visando não comprometer possíveis alianças futuras com o PL. O ex-procurador, que exerce influência interna no Novo, tem atuado nos bastidores para moldar os rumos do partido.
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A estagnação de Zema nas pesquisas e a possível entrada de Ronaldo Caiado na disputa presidencial ampliam a pressão sobre o Novo, que ainda precisa definir se seguirá como força independente ou como aliado do bolsonarismo em 2026.