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Rachas e dissidências: eleição para presidente do PT é marcada por embates
Foto: Reprodução

Eleição para presidente nacional do partido ocorre em 6 de julho

O Partido dos Trabalhadores (PT) já tem três nomes com candidaturas registradas para disputar a presidência nacional do partido: Valter Pomar, Romênio Pereira e o deputado federal Rui Falcão. Ao Terra, o partido confirmou que há também como candidatos os nomes de Edinho Silva e Washington Quaquá, no entanto, os dois ainda não registraram a candidatura, portanto, não estão oficialmente disputando a eleição.

 

O último a formalizar a candidatura foi o deputado Falcão, na última sexta-feira, 25, após ter oficializado a sua campanha em meados de abril, durante um evento no centro de São Paulo, onde conseguiu apoio de dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

 

Apesar dos cinco nomes, esse número ainda pode aumentar, já que o prazo de inscrições foi prorrogado para 19 de maio, com 1º turno marcado para ocorrer em 6 de julho e o segundo, em 20 de julho. 

 

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O Processo de Eleição Direta (PED) deste ano é marcado por um racha deflagrado pela corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária no PT, pois uma ala desse grupo --a mesma do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro José Dirceu-- não aceita a candidatura do ex-prefeito de Araraquara (SP) Edinho, nome indicado pelo mandatário para presidir o partido. Portanto, não há consenso sobre quem irá representar a CNB.

 

A corrente está em uma disputa pelo controle de algumas das secretarias internas do partido, como as de finanças e de comunicação, e até envolve denúncias de abuso do poder econômico, uma prática condenada pela sigla. Conforme o Poder 360, Edinho Silva quer indicar nomes para essas áreas caso seja eleito, enquanto a dissidência da corrente, que é ligada a ex-presidente do partido e atual ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, prevê manter o controle sobre as pastas. 

 

Após anunciar oficialmente sua candidatura, Falcão afirmou que “não é contra Edinho e nem contra Lula” e um exemplo disso seria estar empenhado na reeleição do presidente da República em 2026. “Mas queremos uma reconexão com a nossa base social. O PT não pode ser um partido só de parlamentares, tendências e chefes do Executivo”, disse o deputado.

 

Todo o debate gira em torno da relação do partido com o governo, pois Edinho estaria fazendo sinalizações abertas à coalizão do governo, inclusive, relacionadas a partidos de centro-direita. Enquanto isso, os demais adversários apontam a necessidade do PT ter protagonismo e ser mais independente.  

 

Edinho Silva, prefeito de Araraquara 31/03/2015REUTERS/Ueslei Marcelino

Fotos:Reprodução

 

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Enquanto um novo presidente não é eleito, o comando do partido está, interinamente, com o senador Humberto Costa (PE), alinhado à dissidência da CNB que é contra a disputa de Edinho. Ele assumiu após Gleisi Hoffmann, que esteve à frente do PT entre julho de 2017 e março de 2025, ir para o Ministério de Relações Internacionais.

 

Fonte:Terra

 

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