A Read AI, startup americana que analisa, transcreve e destaca pontos importantes em encontros por vídeo e conversas por e-mail, está fazendo uma ofensiva no mercado latino-americano, especialmente no Brasil. Sediada em Seattle (cidade de Microsoft e Amazon) e avaliada em R$ 3 bilhões, a companhia acaba de reduzir os preços em 75% no país, com a esperança de atrair empresas para a versão paga do aplicativo.
A expectativa é que até 2 milhões de brasileiros usem o serviço em 12 meses. — Só este ano, nossa base na América Latina dobrou, com 20 mil novos usuários por dia.
O Brasil já é nosso quinto mercado mais importante, mas a taxa de conversão para a versão paga ainda era baixa, porque os preços não estavam adaptados à realidade local. Já havíamos “localizado” o idioma, agora estamos fazendo o mesmo com os preços, para oferecer acesso a partir de algo como R$ 20 por mês. Isso sinaliza o quanto o Brasil é um mercado crítico para nós — conta à coluna o cofundador e CEO David Shim.
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Antes de cofundar a Read AI, Shim foi CEO da Foursquare (lembra dela?) e vendeu uma empresa de análise de geolocalização à Snapchat em 2017. Ele estava em um período sabático no México quando teve um “momento Eureka” para a Read AI. A partir do reflexo nos óculos de um interlocutor, Shim percebeu que havia mais gente fazendo o mesmo que ele durante uma videoconferência: assistindo a ESPN.
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— A gestão da atenção é um dos nossos focos. Os primeiros usuários brasileiros eram engenheiros que trabalhavam em equipes ou empresas internacionais e perceberam que a solução permitia que prestassem atenção às reuniões em inglês sem precisar tomar notas — diz.
Fonte: O Globo