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Rebeca Andrade conquista o tricampeonato mundial do salto e chega à 10ª medalha em Mundiais
Foto: Divulgação

Brasileira vence a final em Roterdã com média de 14,466 pontos, amplia sua coleção de títulos e reforça seu lugar entre as maiores lendas da ginástica artística.

Rebeca Andrade voltou a brilhar no cenário internacional da ginástica artística. Neste sábado, em Roterdã, na Holanda, a brasileira conquistou o tricampeonato mundial do salto e alcançou sua décima medalha em Campeonatos Mundiais. A apresentação foi acompanhada de perto pela estrela americana Simone Biles, convidada de honra da competição.

 

Aos 27 anos, Rebeca garantiu o ouro com dois saltos de alto nível técnico e recolocou o Brasil no pódio mundial da modalidade, após a ausência de medalhas do país na edição de 2025. Vestindo azul, cor que considera de sorte, a ginasta ampliou um currículo que já conta com seis medalhas olímpicas.

 

Com o novo título, Rebeca se tornou a segunda ginasta a conquistar três campeonatos mundiais no salto. Antes dela, apenas a chinesa Cheng Fei havia alcançado esse feito. Nem mesmo Simone Biles, bicampeã mundial do aparelho, conseguiu chegar ao tricampeonato.

 

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A brasileira também entrou para a história como a primeira atleta do país a conquistar três títulos mundiais em uma mesma prova. Até então, ela própria, no salto, e Diego Hypolito, no solo, haviam conquistado dois títulos mundiais cada em seus respectivos aparelhos.

 

Com dez medalhas em Mundiais, sendo quatro de ouro, Rebeca acumula conquistas expressivas. Além dos três títulos no salto, ela venceu o individual geral em 2022. Considerando apenas as provas individuais, a ginasta entrou no grupo das dez maiores medalhistas da história da competição, empatada com a soviética Yelena Shushunova na nona posição.

 

O desempenho reforça a trajetória de uma atleta que já conquistou seis medalhas olímpicas, incluindo duas de ouro, e se consolidou entre os grandes nomes da ginástica artística mundial.

 

PRECISÃO E TÉCNICA GARANTEM O OURO

 

Após um período de descanso para recuperar o corpo e a mente do desgaste acumulado durante o ciclo olímpico de Paris, Rebeca retomou as competições com o objetivo de evoluir gradualmente até os Jogos de Los Angeles, em 2028.

 

Em Roterdã, ela ainda não apresentou seu salto mais difícil, o Cheng. Em vez disso, apostou na consistência e na qualidade da execução de dois movimentos: o Yurchenko com dupla pirueta e o Lopez.

 

A estratégia deu resultado. Com média de 14,466 pontos, a brasileira superou a americana Claire Pease, que ficou com 14,233 pontos, mesmo apresentando o Cheng. A também americana Skye Blakely, campeã do individual geral no Mundial, terminou em terceiro lugar, com média de 14,166.

 

A sul-coreana Yeo Seojeong, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio e uma das principais adversárias de Rebeca na disputa, sofreu uma queda em seu segundo salto e terminou na sétima colocação.


COMO FOI A FINAL DO SALTO

 

Yeo Seojeong começou a disputa com uma apresentação de alto nível e recebeu 14,600 pontos em seu primeiro salto, a maior nota individual em um único movimento no Mundial. No entanto, não conseguiu completar o Yurchenko com dupla pirueta e caiu na aterrissagem, reduzindo sua média final para 13,716 pontos.

 

A canadense Lia-Monica Fontaine executou o Yurchenko com dupla pirueta e o Lopez, mas teve dificuldades nas aterrissagens e fechou a participação com média de 14,083. Skye Blakely apresentou os mesmos saltos, com execução ligeiramente superior, e garantiu 14,166 pontos.

 

A britânica Abigail Martin também apostou na combinação dos dois movimentos, mas cometeu falhas que resultaram em média de 13,716. Já a canadense Ellie Black teve boa execução, mas apresentou saltos com menor grau de dificuldade e terminou com 13,966 pontos.

 

Quando chegou sua vez, Rebeca confirmou o favoritismo. No primeiro salto, o Yurchenko com dupla pirueta, repetiu os 14,400 pontos obtidos na classificatória e na final por equipes, apesar de um pequeno passo na aterrissagem.

 

No segundo, o Lopez, também demonstrou precisão e recebeu 14,133 pontos. Com a bonificação de 0,2 ponto, a brasileira alcançou a média de 14,466, assumiu a liderança e assegurou mais um título mundial.

 

SIMONE BILES ACOMPANHA A COMPETIÇÃO

 

Maior medalhista da história da ginástica artística, com 30 medalhas em Mundiais e 11 em Jogos Olímpicos, Simone Biles esteve em Roterdã como convidada de honra. Aos 29 anos, a americana não compete desde os Jogos de Paris e ainda não confirmou se voltará às competições.

 

Apesar disso, Biles não descartou a possibilidade de disputar os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Na Holanda, a equipe feminina dos Estados Unidos garantiu a medalha de prata na competição por equipes.

 

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Enquanto o futuro da americana permanece indefinido, Rebeca Andrade segue ampliando seu legado. O tricampeonato mundial do salto representa mais um capítulo histórico para a ginástica brasileira e consolida a atleta como uma das maiores referências da modalidade. 

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