Motim na nova unidade prisional da PM, na BR-174, mobiliza Bope e negociadores após policiais serem feitos reféns; situação segue sob acompanhamento das forças de segurança.
Uma rebelião foi registrada na tarde desta terça-feira (1º) na nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada no km 8 da BR-174, na zona rural de Manaus. O motim mobilizou equipes especializadas da segurança pública após policiais militares serem feitos reféns dentro da unidade.
As informações iniciais apontam que um major, um aspirante e dois soldados estariam entre os militares mantidos como reféns. O diretor da unidade também teria sido feito refém durante a ocorrência, mas, segundo informações divulgadas posteriormente, teria sido liberado. Até o momento, não havia confirmação oficial sobre feridos ou mortos.
Os detentos envolvidos no motim teriam apresentado uma série de reivindicações, entre elas pedidos relacionados a supostas regalias e o retorno dos presos para o antigo núcleo prisional da Polícia Militar, que funcionava no bairro Monte das Oliveiras.
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O sargento Davi Praia é apontado, nas informações preliminares, como uma das lideranças da rebelião. Os responsáveis pelo motim também teriam solicitado a presença de um representante do Ministério Público do Amazonas (MPAM) durante as negociações.
Diante da situação, a Polícia Militar do Amazonas deslocou para o local equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), além de negociadores especializados em gerenciamento de crises. A atuação das equipes tem como objetivo controlar a rebelião e buscar a liberação dos policiais mantidos no interior da unidade.
NOVA UNIDADE FOI INAUGURADA EM 2026
A Unidade Prisional da Polícia Militar foi instalada em maio deste ano, no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus, às margens da BR-174 e nas proximidades do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
O espaço passou a receber policiais militares privados de liberdade depois da desativação do antigo núcleo da PM, no bairro Monte das Oliveiras. A transferência ocorreu após problemas estruturais e uma fuga registrada na antiga unidade.
Mais de 70 policiais militares foram encaminhados para o novo estabelecimento. A estrutura possui capacidade para 72 presos de natureza militar e conta com serviços de atendimento de saúde, assistência jurídica e suporte administrativo, em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
NEGOCIAÇÃO SEGUE SOB ATENÇÃO
A ocorrência permanece sendo acompanhada pelas forças de segurança. As circunstâncias que deram início ao motim, o número exato de internos envolvidos e a situação de todos os possíveis reféns ainda dependem de confirmação oficial.
As equipes especializadas permanecem mobilizadas na tentativa de controlar a situação e garantir a integridade dos militares e dos demais internos que estão dentro da unidade.
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