NOTÍCIAS
Política
Receita Federal contesta versão de escritório ligado a Moraes sobre uso de jatinho em caso envolvendo Banco Master
Foto: Divulgação

Documentos entregues à CPI do Crime Organizado levantam dúvidas sobre pagamentos, tributação e possível irregularidade fiscal em contrato de fretamento.

Documentos da Receita Federal do Brasil encaminhados à CPI do Crime Organizado colocaram em xeque a versão apresentada pelo escritório Barci de Moraes, ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes, sobre o suposto uso de um jatinho vinculado ao Banco Master.

 

De acordo com as informações analisadas pela comissão, o escritório teria alegado que o uso da aeronave se tratava de um contrato de fretamento, cujo custo seria descontado de pagamentos mensais de aproximadamente R$ 3,6 milhões feitos pelo banco ao escritório de advocacia. Essa justificativa buscava afastar suspeitas de eventual benefício indevido ou doação indireta.

 

No entanto, segundo fontes ligadas à CPI, os documentos da Receita indicam que os valores mensais teriam sido pagos integralmente, sem qualquer registro de abatimento referente ao suposto uso da aeronave. Isso enfraquece a tese de compensação financeira apresentada pela defesa.

 

Veja também 

 

Corrida presidencial de 2026 esquenta com múltiplos nomes e cenário ainda indefinido

 

Crise institucional derruba chefe da Polícia Federal após polêmica com viagem patrocinada

 

AUSÊNCIA DE REGISTROS REFORÇA QUESTIONAMENTOS

 

A investigação também aponta a inexistência, até o momento, de documentação contábil que comprove a operação. Não foram apresentados registros formais, notas fiscais ou comprovantes de transferência que confirmem a dedução dos valores relacionados ao fretamento do avião.

 

Especialistas ouvidos pela CPI avaliam que, mesmo em casos de locação ou fretamento, a operação precisa estar acompanhada de registros fiscais compatíveis com a natureza do serviço prestado. Sem isso, podem surgir indícios de irregularidade tributária.

 

POSSÍVEL IMPACTO FISCAL E TRIBUTÁRIO

 

Dependendo da caracterização do serviço, podem incidir diferentes tributos, como Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), PIS, Cofins, CSLL e, em alguns casos, IOF ou ITCMD. Segundo técnicos envolvidos na apuração, não há evidências de que esses recolhimentos tenham sido realizados.

 

Para parlamentares da comissão, a combinação entre ausência de comprovação documental e divergências na versão apresentada pode ampliar o foco da investigação. Caso os dados sejam confirmados, o que era inicialmente tratado como uma justificativa contratual pode evoluir para um possível indício de irregularidade fiscal mais grave.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram 

 

A CPI segue analisando os documentos e deve ouvir novos depoimentos nas próximas etapas da investigação. 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.