Evento no Rio de Janeiro, hoje, marca os 45 anos do Partido dos Trabalhadores, que enfrenta racha na disputa pelo comando da legenda e batalha interna para garantir um lugar na esperada dança das cadeiras na Esplanada
Com a confirmação da troca, o mandato de Hoffmann à frente da presidência do PT será encurtado, já que a eleição ocorre em julho. Ainda não há informação de quem assumiria o posto temporariamente até o pleito. O favorito para sucedê-la é o ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva, aliado próximo de Lula. Ele atuou como coordenador de Comunicação da campanha presidencial em 2022 e foi cotado para substituir Paulo Pimenta na pasta.
O nome de Edinho, porém, está longe de ser unanimidade. Ele tem perfil mais moderado e defende que a legenda se afaste da polarização com o bolsonarismo, o que irrita a ala mais à esquerda e a corrente liderada por Lula, a Construindo um Novo Brasil (CNB). Grande parte dos petistas defende ser preciso reforçar a posição à esquerda da legenda.
Caso Lula confirme Gleisi no Planalto, cenário dado como certo, ela terá de deixar o comando do PT, e o presidente interino teria força para se cacifar como concorrente de Edinho.
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O chefe do Executivo vem sinalizando que a reforma ministerial vai começar pelo núcleo do PT no governo. Um dos objetivos das mudanças é "arrumar a casa", tirando ministros que não têm entregas satisfatórias. No entanto, aliados enfatizam que a dança das cadeiras precisa acomodar legendas do Centrão, já que o Executivo precisa obter maior apoio no Congresso Nacional.A reforma ministerial deve pautar o ato para celebrar os 45 anos do PT. O evento hoje, no Rio de Janeiro, terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há disputas internas por três ministérios, além da briga pelo comando da legenda.
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Foto: Reprodução
Ao Correio, aliados de Lula afirmam haver a expectativa de que a cerimônia seja usada para apresentar a deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), como integrante do governo. Apesar de ainda não ser um anúncio oficial, em breve ela deve assumir a chefia da Secretaria-Geral da Presidência, no lugar do ministro Márcio Macêdo.
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A pasta responde pela articulação com movimentos sociais, mas Macêdo é alvo de críticas por sua atuação desde o início do governo. Em café da manhã com jornalistas, em dezembro passado, ele disse que descobriu "um monte de inimigos" dentro do próprio Executivo, que atuavam pela sua fritura.
Fonte: Correio Brasiliense