Empresas terão período de adaptação sem penalidades enquanto novo sistema entra em fase de implementação.
As empresas brasileiras que ainda não se adequaram às novas regras da reforma tributária só começarão a ser penalizadas a partir de 2027. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Ministério da Fazenda, que destacou o atual momento como uma fase de transição e aprendizado.
Dados da Receita Federal do Brasil indicam que cerca de 45% das notas fiscais emitidas no país ainda não seguem o novo padrão exigido. Por outro lado, 55% dos documentos já estão adaptados, o que representa aproximadamente 12,5 milhões de empresas em conformidade com as futuras exigências.
Apesar da obrigatoriedade de adaptação gradual, o governo garantiu que, nos próximos meses, não haverá punições. Empresas que estiverem fora das regras serão apenas notificadas e orientadas a se regularizar. Segundo autoridades, o objetivo é permitir uma transição mais suave até a implementação completa do novo sistema.
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Micro e pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional, assim como microempreendedores individuais (MEIs), estão temporariamente dispensados dessa obrigação.
O maior desafio está na adaptação das notas fiscais de serviços (NFS-e), que dependem de ajustes nos sistemas das prefeituras. Atualmente, apenas 3,78% desses documentos seguem o novo modelo.
A reforma cria um sistema baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com a unificação de tributos em dois principais: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado por estados e municípios.
Em 2026, as empresas já deverão informar esses novos tributos nas notas fiscais, mesmo sem cobrança efetiva. A partir de agosto desse mesmo ano, o preenchimento será obrigatório. A cobrança começará em 2027, com a substituição gradual de impostos atuais até 2033, quando o novo modelo estará totalmente em vigor.
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A expectativa do governo é que a alíquota padrão do novo sistema fique em torno de 26,5%, mantendo o nível atual de arrecadação. Enquanto isso, o regulamento segue aberto a sugestões e ajustes por parte da sociedade e do setor produtivo.