No País, cerca de 4,7 milhões de domicílios (6,1%) ainda queimam lixo na própria moradia
A Região Norte liderou, em 2024, com 14,4%, o ranking de queima de lixo em residências no Brasil, segundo informações do módulo de Características Gerais dos Domicílios e Moradores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgado na última sexta-feira, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No País, cerca de 4,7 milhões de domicílios (6,1%) ainda queimam lixo na própria moradia.
O Nordeste tem 13,1% de domicílios com essa prática, ficando com o índice bem próximo do percentual da Região Norte, as maiores proporções entre as grandes regiões, totalizando 3,5 milhões de lares. Apesar do alto índice nessas localidades, os dados indicam uma diferença expressiva entre regiões do Brasil.
A Região Centro-Oeste é a terceira com maior proporção de resíduos queimados em residências, com 3,9%, seguida pelo Sul, com 3,0%, e pelo Sudeste, com 1,9%.
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Segundo o estudo, o Norte ainda possui índices baixos de renda e de urbanização em comparação com o restante do Brasil, porque as regiões Sudeste e Sul contam com maior área urbanizada, com aterros sanitários e aterros controlados, além de coleta direta e consolidada nessas localidades.A área rural da Região Norte é onde ocorre a maior concentração de queima em residências, com 72,8%. No perímetro urbano, esse índice é de 1%. Nas duas situações, o Norte lidera o ranking de maior queima de resíduo doméstico por domicílio.
À CENARIUM, a engenheira florestal Fabiana Rocha apontou que alguns motivos para a área rural ter o maior índice de queima de lixo em propriedades são o isolamento e a dificuldade de acesso em algumas comunidades, por conta da falta de políticas públicas, sem soluções para a coleta e tratamento desses resíduos domésticos.
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“As comunidades são afastadas dos centros urbanos, muitas vezes o serviço de coleta não chega nessas localidades, com isso a característica social acaba prevalecendo com o costume de queimar o lixo em sua propriedade, porque acaba sendo a única alternativa disponível”, observa a especialista.
Fonte: Revista Cenarium