Ao todo, 2.741 candidatos não informaram qualquer perfil de rede social no momento do registro; mais votados da eleição passada também acumulam erros e petições fora do prazo
A decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que restringiu a campanha digital de Renan Santos pode ter impacto sobre outros candidatos que também apresentaram inconsistências no registro de seus perfis nas redes sociais.
Entre os nomes que podem ser alcançados pela regra estão Nikolas Ferreira, Tabata Amaral, André Fufuca e Celso Russomanno. A legislação eleitoral determina que os candidatos informem à Justiça Eleitoral, no momento do registro, os canais utilizados para a campanha.
A regra busca impedir que perfis de candidatos permaneçam fora do sistema de controle das plataformas e continuem recebendo recomendações automáticas dos algoritmos. No caso de Renan, Toffoli entendeu que a apresentação posterior de 16 perfis poderia ter criado uma vantagem indevida na disputa.
Veja também

Vorcaro diz a Moraes que tem ''dívida de vida'' e agradece por ''tudo'', aponta Polícia Federal
Augusto Cury processa vereador do PL por foto falsa com André Janones
Nikolas Ferreira também utilizou perfis que não haviam sido informados inicialmente ao TSE. Segundo levantamento divulgado nesta semana, o candidato indicou posteriormente contas no YouTube e no Kwai. Outros candidatos também apresentaram problemas semelhantes no cadastramento de suas redes sociais.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A decisão de Toffoli, portanto, abriu um precedente que pode provocar novas cobranças da Justiça Eleitoral durante a campanha de 2026. Caso sejam identificadas irregularidades semelhantes, os candidatos poderão ser obrigados a explicar as inconsistências e ficar sujeitos a medidas determinadas pelo tribunal.