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Reino Unido autoriza transferência de tecnologia para produção de mísseis na Ucrânia
Foto: Divulgação

Londres e Paris anunciam novas medidas de apoio militar a Kiev em meio à intensificação dos ataques russos e à preocupação com a defesa da infraestrutura ucraniana.

O Reino Unido e a França anunciaram, nesta segunda-feira (24), novas iniciativas para ampliar o apoio militar à Ucrânia. As medidas foram apresentadas durante uma reunião da chamada “Coalizão dos Dispostos”, realizada em Kiev, no mesmo dia em que os ucranianos celebraram os 35 anos de independência da antiga União Soviética.

 

Entre os principais anúncios está a autorização britânica para que a empresa europeia de defesa MBDA compartilhe com a Ucrânia informações técnicas classificadas relacionadas a componentes britânicos dos mísseis Storm Shadow/SCALP.

 

A iniciativa pretende facilitar o desenvolvimento de estruturas para a produção desses armamentos em território ucraniano, em uma parceria que envolve Reino Unido, França e Ucrânia.

 

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O Storm Shadow, desenvolvido em conjunto pelos britânicos e franceses, possui uma versão francesa conhecida como SCALP. O armamento é lançado por aeronaves e tem alcance de centenas de quilômetros, podendo atingir instalações militares e outros alvos estratégicos.

 

Durante o encontro, o governo ucraniano voltou a pedir aos países aliados o aumento do envio de equipamentos de defesa aérea.

 

O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que o país precisa de pelo menos 300 interceptadores Patriot para reforçar a proteção contra possíveis novos ataques russos durante o inverno, período em que Moscou costuma intensificar ofensivas contra estruturas de energia.

 

O sistema Patriot, fabricado pelos Estados Unidos, é considerado uma das principais ferramentas utilizadas pela Ucrânia para interceptar mísseis balísticos.

 

Zelensky também afirmou que o país enfrenta um déficit de cerca de US$ 27 bilhões para financiar sua defesa neste ano e sugeriu que recursos russos congelados no exterior sejam utilizados para ajudar a cobrir parte das necessidades.

 

Volodymyr Zelensky e Andy Burnham

 

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O presidente francês, Emmanuel Macron, participou da reunião por videoconferência e reforçou a necessidade de acelerar o fornecimento de sistemas de defesa aérea.

 

Segundo Macron, os ataques registrados nas últimas semanas contra cidades ucranianas mostram a urgência de ampliar a proteção do território.

 

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que fez sua primeira viagem internacional desde que assumiu o cargo, afirmou que os aliados devem continuar fortalecendo a capacidade de defesa da Ucrânia e manter a pressão econômica sobre a Rússia por meio de novas sanções.

 

Zelensky e Macron

Foto: Reprodução

 

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O Kremlin reagiu ao anúncio e classificou o compartilhamento de informações técnicas sobre os mísseis como uma nova escalada no conflito.

 

O porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, acusou Londres de contribuir para o prolongamento da guerra e afirmou que a medida seria uma tentativa de dificultar possíveis negociações de paz.

 

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Moscou também declarou que acompanha o avanço da indústria militar ucraniana e que busca identificar instalações relacionadas à fabricação de mísseis e outros equipamentos usados no conflito. 

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