Medida, que inclui aplicativos como Facebook, Instagram, TikTok, Snapchat e X, deve entrar em vigor no início de 2027
O governo do Reino Unido anunciou que pretende proibir o acesso de menores de 16 anos às principais redes sociais, em uma das medidas mais rígidas já adotadas por um país ocidental para controlar o uso de plataformas digitais por crianças e adolescentes. A proposta foi apresentada pelo primeiro-ministro Keir Starmer e deverá entrar em vigor após a aprovação das regras de implementação.
A restrição deverá atingir plataformas como Instagram, TikTok, Facebook, Snapchat, YouTube e X. O governo britânico também pretende reforçar mecanismos de verificação de idade e limitar recursos considerados prejudiciais aos jovens, como transmissões ao vivo, mensagens de desconhecidos e o chamado “scroll infinito”.
Além das redes sociais, as autoridades estudam impor restrições ao uso de chats de inteligência artificial por menores. Entre as medidas em análise está a proibição de chatbots com conteúdo romântico, sexual ou que simulem relacionamentos para usuários com menos de 18 anos.
Veja também

Israel reage a possível acordo entre EUA e Irã e diz: ''Não somos parceiros''
Fórmula infantil é recolhida nos EUA após três bebês serem hospitalizados com botulismo
Segundo o governo, a decisão foi motivada por preocupações com a saúde mental, o aumento dos casos de bullying virtual e os riscos associados ao contato de crianças com conteúdos inadequados na internet. Uma consulta pública realizada pelas autoridades mostrou amplo apoio dos pais à criação de uma idade mínima para o acesso às redes sociais.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A medida, porém, já enfrenta críticas de empresas de tecnologia e especialistas. As plataformas argumentam que a proibição pode empurrar adolescentes para ambientes menos seguros e mais difíceis de fiscalizar. Mesmo assim, o governo britânico afirma que pretende seguir adiante com o plano, defendendo que a proteção dos jovens deve estar acima dos interesses das gigantes da tecnologia.