O caso está sendo analisado a partir de investigações conduzidas pela Polícia Federal e denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal
O reitor do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Jaime Cavalcante Alves, tornou-se réu na Justiça Federal em um processo que apura o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas a denúncias de assédio ocorridas no campus de Eirunepé, no interior do estado. O caso está sendo analisado a partir de investigações conduzidas pela Polícia Federal e denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal.
De acordo com o inquérito, o gestor teria encaminhado por e-mail documentos internos que continham relatos sensíveis envolvendo vítimas e servidores citados em apurações de assédio moral e sexual dentro da instituição. Entre os destinatários da mensagem estaria um dos professores mencionados nas denúncias, o que levantou suspeitas de quebra de sigilo funcional e possível condescendência criminosa.
As investigações indicam que o conteúdo compartilhado incluía relatos produzidos por profissionais da área de psicologia do campus, além de informações relacionadas a procedimentos internos que ainda estavam em fase de apuração. Segundo a Polícia Federal, o envio desses dados ocorreu antes da divulgação oficial dos casos dentro da instituição, o que agravou a situação analisada pelos investigadores.
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O Ministério Público Federal aponta que a conduta pode ter comprometido a confidencialidade das denúncias, já que os documentos enviados acabaram chegando a pessoas diretamente citadas nas investigações. Esse fator, segundo o órgão, poderia ter impactado a segurança das vítimas e o andamento das apurações internas.
Em depoimento, o reitor afirmou que o compartilhamento das informações teria sido motivado pela necessidade de avaliar medidas administrativas, como a possível remoção de servidores e a proteção de envolvidos. Ele negou qualquer intenção de expor dados sigilosos ou prejudicar investigações em andamento, alegando que as informações já circulavam internamente na instituição.
O relatório final da Polícia Federal, no entanto, aponta indícios de autoria e materialidade dos crimes investigados, com base em e-mails institucionais, depoimentos e documentos analisados ao longo do processo.
O caso também envolve outros servidores citados nas denúncias originais de assédio no campus de Eirunepé, o que ampliou a complexidade da investigação. Parte dos relatos indica ainda um ambiente institucional marcado por conflitos internos, denúncias recorrentes e apurações administrativas simultâneas.
O IFAM, por sua vez, declarou que não há comprovação de tentativa de obstrução de investigações e afirmou que todas as denúncias são tratadas dentro dos procedimentos legais e administrativos previstos. A instituição também reforçou que colabora com órgãos de controle e fiscalização para apurar eventuais irregularidades.
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O processo segue em tramitação na Justiça Federal e ainda não há data definida para julgamento. Enquanto isso, o caso continua gerando repercussão por envolver suspeitas de vazamento de informações sensíveis dentro de uma instituição federal de ensino.