Após passar seis meses tentando ser aceita por um grupo de araras-vermelhas, uma arara-canindé aprendeu a reproduzir a vocalização das aves e formou um casal monogâmico raro no Buraco das Araras, em Jardim
Uma história curiosa e rara da natureza vem chamando a atenção em Mato Grosso do Sul. Uma arara-canindé que foi rejeitada por indivíduos da própria espécie acabou encontrando companhia em uma arara-vermelha e, desde então, as duas vivem juntas há cerca de cinco anos em uma relação que intriga pesquisadores e observadores da fauna.
O caso foi registrado em uma região conhecida por abrigar um antigo buraco milenar utilizado como abrigo por diversas aves. Segundo especialistas, após ser afastada por outros membros do seu grupo, a arara-canindé passou a conviver com a arara-vermelha e, ao longo do tempo, aprendeu a se comunicar utilizando vocalizações semelhantes às da nova companheira.
A convivência entre as aves se fortaleceu e elas passaram a dividir o mesmo espaço, realizando atividades em conjunto, como alimentação, descanso e deslocamentos. O comportamento é considerado incomum, já que as duas pertencem a espécies diferentes e normalmente formam laços com indivíduos da própria espécie.
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Pesquisadores afirmam que o caso demonstra a capacidade de adaptação e aprendizado dessas aves, conhecidas pela inteligência e pela habilidade de reproduzir sons. A mudança na forma de comunicação pode ter sido fundamental para a criação e manutenção do vínculo entre elas.
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Foto: José Marques Lopes
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A história das duas araras virou símbolo de convivência e adaptação na natureza. Mesmo pertencendo a espécies distintas, elas desafiam comportamentos considerados comuns e seguem vivendo juntas em um dos cenários naturais mais impressionantes do Centro-Oeste brasileiro.