O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) disse, neste domingo, que conseguiu as assinaturas necessárias para prorrogar a CPI do crime organizado
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, afirmou neste domingo (5) que conseguiu as assinaturas necessárias para pedir a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 60 dias, além do prazo atual, que expira em 14 de abril. Vieira defendeu que ainda há depoimentos e documentos importantes a serem analisados para aprofundar as investigações.
A CPI, instalada em novembro de 2025 para apurar crimes como lavagem de dinheiro e a atuação de facções criminosas e estruturas financeiras ligadas a organizações criminosas, tem enfrentado obstáculos judiciais, com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que dispensaram depoentes convocados e suspenderam quebras de sigilo aprovadas pelo colegiado.
Entre os casos em análise está o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master, e a comissão busca contornar as decisões do STF para manter o ritmo das investigações e colher mais informações de suspeitos e testemunhas.
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A prorrogação depende agora do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que terá de oficializar o pedido para estender o prazo por mais dois meses. A estratégia dos parlamentares é ganhar tempo para consolidar as evidências e avançar em temas que consideram centrais para a conclusão do relatório final.
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O senador argumentou que a extensão dos trabalhos é essencial para que a comissão possa cumprir seu papel fiscalizatório e apresentar um relatório final robusto, reforçando a necessidade de mais tempo diante da complexidade e do volume de material a ser analisado.