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Relatório da Polícia Federal sobre Toffoli tem Vorcaro combinando pagamentos para empresa do ministro
Foto: Reproduçao

Conversas envolvendo dono do Banco Master e familiares são analisadas pelo STF em meio a debate sobre suspeição do ministro

O relatório encaminhado pela Polícia Federal (PF) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reúne mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, que mencionam pagamentos à empresa Maridt sociedade que, segundo o próprio ministro Dias Toffoli, tem sua participação acionária.

 

Zettel, casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, chegou a ser detido pela PF durante as investigações. De acordo com os investigadores, ele atuaria como uma espécie de gestor financeiro informal do grupo familiar.

 

Nas conversas analisadas, Vorcaro e Zettel tratam de transferências financeiras relacionadas à aquisição de um resort do qual a Maridt era sócia. Há referências a pagamentos realizados em 2025, ano em que o negócio teria sido concluído. As mensagens mencionam o nome de Toffoli no contexto das tratativas financeiras.

 

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Segundo relato de pessoa que teve acesso ao conteúdo do documento, também existem mensagens trocadas diretamente entre Toffoli e Vorcaro. Nessas conversas, no entanto, não haveria discussão sobre negócios ou valores, mas apenas combinações de encontros. O relatório ainda registra referências a eventos sociais e confraternizações que contariam com a presença de outras autoridades públicas, sem vínculo com o STF.

 

O material foi compartilhado por Fachin com outros ministros da Corte. A Polícia Federal sustenta que os elementos identificados justificariam a declaração de suspeição de Toffoli para continuar como relator de processos envolvendo o Banco Master. O presidente do STF já notificou o ministro para que apresente esclarecimentos formais nos autos.

 

PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA E EXPLICAÇÕES DO MINISTRO

 

Como já havia sido revelado anteriormente, Toffoli confirmou a interlocutores do Supremo que recebeu valores da empresa Maridt em 2021, quando a companhia vendeu sua participação de 33% no resort Tayayá ao fundo Arleen, ligado a uma estrutura societária associada ao Banco Master.

 

O ministro afirmou que é sócio da Maridt há vários anos e que a empresa tem perfil familiar. Seu nome não consta nos registros públicos porque a sociedade é estruturada como Sociedade Anônima de capital fechado (“de livro”), modelo em que os nomes dos acionistas não ficam disponíveis ao público. Apenas dois de seus irmãos aparecem formalmente como administradores.

 

De acordo com Toffoli, todas as transferências financeiras foram legais, devidamente declaradas à Receita Federal e possuem origem e destino rastreáveis. Ele também afirmou que, posteriormente, o fundo que adquiriu a participação no resort teria revendido as ações a terceiros, obtendo lucro na operação.

 

O ministro ressaltou ainda que, enquanto relator, deferiu todos os pedidos apresentados pela Polícia Federal no âmbito das investigações relacionadas a Vorcaro e ao Banco Master, incluindo autorizações para novas buscas e apreensões.

 

À época da venda da participação no resort, segundo interlocutores do magistrado, Vorcaro era visto como um banqueiro em ascensão e não figurava como alvo de investigações públicas.

 

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O caso segue sob análise do presidente do STF, que deverá avaliar o pedido de suspeição e os esclarecimentos apresentados pelo ministro. 

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