Em situações específicas, o texto ainda admite considerar tratamento mesmo independentemente do IMC
O uso de medicamentos para emagrecimento deve sempre estar associado a mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática de atividades físicas. A recomendação é da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica, que atualizou suas diretrizes para o tratamento da obesidade.
Segundo a entidade, o tratamento farmacológico não deve ser utilizado de forma isolada. A orientação faz parte de um conjunto de mais de 30 recomendações que buscam orientar médicos e pacientes no combate ao excesso de peso, considerado uma doença crônica que exige acompanhamento contínuo.
As diretrizes também estabelecem critérios para o uso desses medicamentos. Em geral, eles são indicados para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30, ou a partir de 27 quando há doenças associadas, como diabetes ou problemas cardiovasculares.
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Outro ponto destacado é que o tratamento deve ser individualizado, levando em conta fatores como histórico clínico, riscos e benefícios. A Abeso ressalta que, apesar dos avanços nos remédios disponíveis, a base do emagrecimento continua sendo a reeducação alimentar e a prática regular de exercícios.
Além disso, especialistas alertam para o uso de substâncias sem comprovação científica ou fórmulas manipuladas sem segurança comprovada. O uso inadequado pode trazer riscos à saúde e comprometer os resultados do tratamento.
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Com isso, a nova diretriz reforça que os medicamentos são apenas parte do processo e devem funcionar como aliados — e não substitutos — de hábitos saudáveis na busca pela perda de peso e melhora da qualidade de vida.