Renan Santos afirma que contas norte-americanas de direita estão pagando para distribuir conteúdo a eleitores brasileiros
O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (23) contra publicações pagas feitas por perfis estrangeiros que promovem a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). A representação aponta possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras.
Segundo a ação, cinco perfis no X, antigo Twitter, fizeram entre os dias 20 e 21 de setembro publicações identificadas pela própria plataforma como “parcerias pagas”. Os conteúdos apresentavam Flávio de forma favorável e alcançaram centenas de milhares de visualizações. A representação também inclui o X Brasil e pede a retirada das publicações do ar.
Renan afirma que os perfis envolvidos seriam ligados ao ambiente político de Donald Trump e que os conteúdos estariam sendo direcionados a eleitores brasileiros. Reportagens identificaram entre as contas nomes como Visegrad24, Matt Gaetz, Geiger Capital, Eric Daugherty e UHN Plus. A acusação, porém, não significa que exista comprovação de que Trump tenha participado ou autorizado as publicações.
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A legislação eleitoral brasileira restringe o ipulsionamento de propaganda na internet por terceiros e proíbe doações, inclusive por meio de publicidade, provenientes de entidades ou governos estrangeiros. A ação pede ainda que sejam aplicadas as medidas previstas pela legislação caso as irregularidades sejam confirmadas.
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Além da retirada dos posts, Renan solicitou que o TSE determine o bloqueio, no Brasil, de anúncios da plataforma Polymarket relacionados à eleição presidencial. A empresa, que opera um mercado de previsões, está impedida de oferecer seus serviços no país. A representação apresentada por Renan, no entanto, é dirigida aos responsáveis pelas publicações e ao X, e não coloca Flávio Bolsonaro como representado no processo.