No dia seguinte à votação, Renan também disse que vai evitar contatos para uma possível aliança no segundo turno
Em live no seu canal no YouTube na segunda-feira (5) e em um trecho postado em seu perfil no Instagram, Renan Santos, do Movimento Brasil Livre (MBL), fez uma longa reflexão sobre as eleições e os resultados do primeiro turno de 2026. No vídeo, ele afirmou que não vai mais disputar o termo direita, citou PT, Lula e listou as três coisas que, na avaliação dele, definem o que o brasileiro entende por ser de direita, além de reforçar que “não existe direita sem Bolsonaro”.
Antes, em entrevista ao SBT News a segunda-feira (5), no dia seguinte à votação, Renan também disse que vai evitar contatos para uma possível aliança no segundo turno e mirar em “prioridades”, como a estruturação do partido Missão, que estreou com dois eleitos entre 483 nomes.
Logo após a apuração, ele havia afirmado que não apoiaria Flávio Bolsonaro (PL) nem Lula (PT) no segundo turno, chamou ambos de “bandidos” e ressaltou que a militância “pode fazer o que quiser”.
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Já na entrevista, voltou a avaliar que o filho do ex-presidente “deve vencer a eleição no segundo turno”. Na reflexão do YouTube, Renan começou explicando por que não disputará mais o termo direita:
“Se tem algo que eu pessoalmente não vou gastar mais o meu tempo é tentando disputar o termo direita com eles. Não dá pra disputar o termo de direita com eles. O que o brasileiro entende que é direita eu acho que são duas coisas. Três coisas”, disse.
Na sequência, listou a primeira: “Se ele é de direita é odiar o PT, especificamente não políticas do PT. O brasileiro ele quer um regime trabalhista, fiscal, previdenciário petista pra ele. O brasileiro de direita ele quer muito a CLT, o brasileiro de direita ele quer privilégios dentro da máquina pública se for pra ele. O brasileiro de direita quer tudo isso.”
Renan disse também que ‘”a segunda coisa que o brasileiro de direita gosta é da família Bolsonaro, ele ama a família Bolsonaro e isto é um elemento muito importante porque a família Bolsonaro é como se fosse a marca Bombril. Olha, eu preciso limpar essa panela, cara, Bombril. Preciso escovar o dente, Colgate. Eu preciso enfrentar o PT, Bolsonaro. E as pessoas confiam muito nisso, muito, muito, muito e por mais que os Bolsonaros votem com o PT, sejam incoerentes, o eleitor fala: tudo bem, mas é que eles tem um plano, eles sabem que são a única coisa que eu tenho. E o eleitor tá preocupado em viver a vida dele. Em um maior ou menor grau, outros amam eles, mas este elemento é um elemento fundamental”.
O terceiro ponto, para Renan, é o apego a convenções criado pela cultura de massa: “E o terceiro, cada vez mais eu acredito nisso e cada vez mais eu penso nisso, uma coisa meio pessoal que venho colocando é o apego a convenção. O Brasil não é conservador, ele é apegado a convenções. O Brasil é um país que foi devastado pela cultura popular de massa da grande mídia desde sempre, o Brasil nunca teve pronto pra enfrentar isso. Nenhuma nação do mundo esteve pronta, mas você tem tecido social melhor, você tem pessoas mais bem informadas, as pessoas conseguem conviver melhor com uma cultura de massa”.
“A cultura de massa ela devastou o Brasil em todos os aspectos da vida brasileira, da culinária brasileira, os doces brasileiros são feitos de leite ninho e leite condensado, as músicas que o brasileiro ouve, a cultura de massas hiper massificada, criou as convenções do que é o brasileiro e essas convenções são a cara da direita brasileira”, falou.
Ao falar sobre o tamanho do bolsonarismo, reforçou a frase que repetiu no SBT News: “Seguinte, a gente tem que… assim, esse… como é que se diz assim, guardar na própria insignificância, não só eu, o Caiado ou todo mundo, cara, não há força política para além do petismo que se iguale hoje ao que é o bolsonarismo.
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“E aí eu vou pra primeira parte: não há. E nós lutamos muito contra isso, nós somos o grupo que mais lutou contra a liderança do bolsonarismo no campo da direita, tá? E já pra evitar qualquer tipo de comentário ou outro: não existe direita sem Bolsonaro. Eu preciso repetir aqui: não existe direita sem Bolsonaro. E isso significa, tá, que até pessoas que foram, que pertencem ao nosso grupo e que se sintam compelidas a sair do MBL, da Missão, pra virar bolsonarista, não terão nenhum tipo de oposição da nossa parte”, completou.
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