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Plantão Policial
01/07/2020

Reportagem do ‘PORTAL DO ZACARIAS’ faz Corregedoria da PM abrir sindicância para apurar denúncia de fraude e estupro contra soldado que ingressou na corporação usando nome do avô falecido

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Foto: Divulgação

Soldado Henrique Severino de Freitas Neto foi aprovado no concurso público usando o nome do avô falecido e continua na corporação

A sindicância realizada pela Corregedoria da Polícia Militar do Amazonas concluiu no mês de março deste ano que o soldado Henrique Severino de Freitas Neto se fez passar por seu avô, já falecido, Henrique Severino de Freitas, para ser aprovado em concurso público e assumir uma vaga na corporação em 2019.


A sindicância da corporação, aberta a partir de reportagem-denúncia feita pelo "PORTAL DO ZACARIAS", comprovou adulteração de documentos pessoais, datas de nascimentos e que Henrique Severino foi reprovado com 19 pontos no concurso realizado em Tefé, e outra pessoa que se passou usando o nome de seu avô foi aprovada com 30 pontos, no mesmo concurso realizado no município de Eirunepé.

 

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Em vista disso, Henrique Severino Neto modificou todos os seus documentos e alegou ser seu falecido avô para poder ingressar na Polícia Militar do Estado, onde está até a presente data servindo à corporação e, segundo mais uma denúncia, o soldado bate no peito dizendo que tem apoio do prefeito de Maraã e de dois deputados estaduais.

 

Sindicância da Corregedoria e encaminhamento do inquérito policial sobre

estupro de uma menor à Promotoria Pública da Comarca de Maraã

 

Em denúncias anteriores que foram divulgadas pelo "PORTAL DO ZACARIAS", em janeiro deste ano, o mesmo soldado da Polícia Militar também foi acusado de ter estuprado uma adolescente de 15 anos nas dependências da 60ª Delegacia de Polícia de Maraã, municípío onde ele reside e é lotado no 3º Grupamento da Polícia Militar.

 

O inquérito policial com acusação de estupro foi concluído pelo delegado Gláucio Oliveira de Souza, em março deste ano, e encaminhado a Promotoria de Justiça da Comarca de Maraã.

 

A denúncia do crime ainda não foi encaminhada à Justiça pelo Ministério Público, e o soldado Henrique Severino de Freitas Neto continua impune.

 

Familiares da adolescente que denunciou ter sido estuprada pelo soldado Henrique Severino e todas as pessoas que ele ameaçou e prendeu arbitrariamente em Maraã, afirmam que continuam esperando que a Justiça seja feita e afirmam não entender como o acusado permanece na corporação.

 

O soldado se inscreveu no concurso público usando dois nomes: o seu,  que tem

"Neto" no final do sobrenome, e de seu avó falecido Henrique Severino de Freitas 

 

A sindicância da Corregedoria da Polícia Militar reuniu todos os documentos e provas dos meios fraudulentos usados por Henrique Severino para entrar para a corporação.

 

No seu parecer final, a Corregedoria concluiu que há indícios de crime de natureza comum praticado pelo soldado e que o ato administrativo de sua posse não pode ser aproveitado pela corporação.

 

Uma ultima informação repassada pelos denunciantes da falsidade ideológica praticada por Henrique Severino de Freitas Neto é que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) só depende do parecer final da sindicância da Corregedoria Geral da Polícia Militar e de outros atos administrativos do Comando Geral da corporação, para dar início ao processo de exoneração do policial militar.

 



 

Na primeira denúncia divulgada no início deste ano foram mostrados os dois nomes 

do soldado e de seu avô com as notas obtidas em Tefé e Eirunepé (Fotos: Divulgação) 

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