O representante palestino na Corte Internacional de Justiça (CIJ) declarou nesta segunda-feira (28) que Israel utiliza o bloqueio da ajuda humanitária a Gaza como uma "arma de guerra
O representante palestino na Corte Internacional de Justiça (CIJ) declarou nesta segunda-feira (28) que Israel utiliza o bloqueio da ajuda humanitária a Gaza como uma "arma de guerra", durante a abertura da semana de audiências no principal tribunal da ONU em Haia.
Israel - que não reconhece a jurisdição da CIJ e anunciou que não participaria das audiências - denunciou que o processo "é parte de uma perseguição sistemática".
A CIJ iniciou cinco dias de audiências para esclarecer o que Israel deve fazer em relação à presença da ONU e suas agências, organizações internacionais ou de outros Estados para "garantir e facilitar a entrada sem obstáculos de suprimentos urgentes essenciais para a sobrevivência da população civil palestina".
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Um painel de 15 juízes emitirá um parecer consultivo, que não é vinculante, após a Assembleia Geral das Nações Unidas ter aprovado em dezembro, por ampla maioria, uma resolução que pediu uma opinião consultiva da CIJ "com urgência máxima".Os magistrados ouvirão os argumentos de uma dezena de Estados, do representante dos palestinos e de organizações. Israel impõe há quase 50 dias um bloqueio total à ajuda que entra na Faixa de Gaza, devastada pela guerra.
O representante dos palestinos, Ammar Hijazi, disse aos juízes que "todas as padarias de Gaza que recebem ajuda da ONU foram obrigadas a fechar suas portas". "Nove em cada dez palestinos não têm acesso à água potável. As instalações de armazenamento da ONU e de outras agências internacionais estão vazias", recordou Hijazi, representante da Autoridade Palestina."Há fome. A ajuda humanitária está sendo utilizada como arma de guerra", concluiu o representante palestino.
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O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, declarou à imprensa em Jerusalém que "este caso faz parte de uma perseguição sistemática e da deslegitimação de Israel". "Não é Israel que deveria estar sendo julgado, e sim a ONU e a UNRWA", acrescentou, em referência à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina, proibida de operar em território israelense.As autoridades israelenses acusaram alguns funcionários da UNRWA de envolvimento no ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, que provocou o início da guerra em Gaza. Investigações independentes indicam que não foram apresentadas evidências para respaldar a acusação.
Fonte: Portal IG