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Resíduos do cigarro em roupas e móveis também prejudicam crianças, alerta especialista
Foto: Divulgação

Pediatra explica que toxinas do tabaco permanecem no ambiente e aumentam riscos de doenças respiratórias na infância.

Muitos pais acreditam que evitar fumar perto dos filhos é suficiente para protegê-los dos efeitos do cigarro. No entanto, especialistas alertam que as substâncias tóxicas do tabaco permanecem impregnadas em roupas, móveis, cortinas, sofás e até nos cabelos, oferecendo riscos à saúde infantil mesmo sem fumaça visível no ambiente.

 

Esse fenômeno é conhecido como “fumaça de terceira mão” e preocupa médicos devido aos impactos no desenvolvimento das crianças. Segundo o pediatra Luiz Felipe Sordi, professor da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru e supervisor da Residência Médica em Pediatria da instituição, os pequenos são mais vulneráveis porque seus pulmões ainda estão em formação.

 

De acordo com o especialista, as partículas tóxicas deixadas pelo cigarro podem ser inaladas ou absorvidas pelas crianças ao tocar superfícies contaminadas e levar as mãos à boca, situação comum principalmente entre bebês e crianças pequenas.

 

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“O organismo infantil é mais sensível às substâncias químicas presentes no tabaco. Além disso, as crianças respiram mais rápido que os adultos, aumentando a exposição aos poluentes”, explica o médico.

 

Entre os problemas associados à exposição ao cigarro estão crises de chiado no peito, agravamento da asma, bronquite, pneumonias, infecções de ouvido, tosse persistente e irritações nas vias respiratórias.

 

Segundo Sordi, o fumo passivo compromete os mecanismos naturais de defesa do organismo, favorecendo infecções e aumentando o risco de complicações respiratórias, principalmente em bebês.

 

Os impactos também podem aparecer a longo prazo. O especialista alerta que o contato precoce com substâncias tóxicas do tabaco pode prejudicar o desenvolvimento pulmonar e elevar as chances de doenças respiratórias crônicas na adolescência e na vida adulta.

 

Além do cigarro tradicional, os cigarros eletrônicos também representam riscos. O pediatra ressalta que os dispositivos liberam aerossóis com substâncias irritantes e potencialmente tóxicas, incluindo nicotina, o que pode afetar diretamente a saúde das crianças expostas.

 

Para reduzir os danos, o médico recomenda evitar fumar dentro de casa ou do carro, mesmo com janelas abertas, além de higienizar as mãos e trocar de roupa após fumar antes de ter contato com crianças.

 

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Ainda assim, ele reforça que a melhor forma de proteção continua sendo abandonar o tabagismo. “A criança não escolhe respirar fumaça. O que parece inofensivo para o adulto pode causar problemas respiratórios e consequências para toda a vida da criança”, conclui. 

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