Programa de uso compassivo será destinado a grupo específico de indivíduos com quadros graves de obesidade que não tiveram sucesso com as medicações disponíveis e que não podem participar dos testes clínicos
A farmacêutica Eli Lilly avalia permitir o acesso antecipado à retatrutida, uma nova caneta injetável em desenvolvimento para o tratamento da obesidade, para determinados pacientes antes da aprovação oficial pelas autoridades regulatórias dos Estados Unidos. O medicamento ainda está em fase de estudos e não possui autorização para venda no mercado.
A estratégia faz parte de programas de acesso expandido, que permitem que alguns pacientes com necessidades médicas específicas possam receber terapias experimentais quando ainda não há opções adequadas disponíveis. A liberação, porém, depende de critérios definidos pela fabricante e de autorização dos órgãos responsáveis.
A retatrutida é considerada uma das próximas grandes apostas no mercado de medicamentos contra a obesidade. A substância atua em três vias hormonais relacionadas ao controle da fome, do metabolismo e da glicemia, e estudos clínicos indicam resultados expressivos na redução de peso entre participantes.
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Apesar da expectativa, especialistas alertam que o medicamento ainda não está aprovado por agências reguladoras como a Anvisa e a FDA. O órgão brasileiro já reforçou que produtos vendidos ilegalmente com o nome da substância representam risco à saúde, já que não passaram pelos testes completos de segurança e eficácia.
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A chegada da retatrutida ao mercado dependerá da conclusão dos estudos clínicos e da análise dos dados pelas autoridades sanitárias. Caso seja aprovada, a nova caneta deverá entrar na disputa com outros medicamentos já conhecidos no tratamento da obesidade e do diabetes, ampliando as opções para pacientes e médicos.