Condenação ocorre três anos após assassinato de 10 pessoas da mesma família; julgamento durou seis dias.
Após seis dias de julgamento, o Tribunal do Júri de Planaltina condenou os cinco acusados de envolvimento na maior chacina já registrada no Distrito Federal. O crime, ocorrido entre o fim de 2022 e o início de 2023, resultou na morte de 10 integrantes de uma mesma família.
Apontado como um dos mentores do plano, Gideon Batista de Menezes foi condenado a 397 anos, 8 meses e 4 dias de prisão, além de pena adicional de detenção e multa. Segundo a investigação, ele participou da elaboração do crime e da logística que envolveu o sequestro e assassinato das vítimas.
Outro réu, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, recebeu pena de mais de 300 anos de reclusão. De acordo com o processo, ele teve atuação direta nas execuções, além de participar da ocultação dos corpos e de ações para despistar familiares.
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Já Carlomam dos Santos Nogueira foi condenado a 351 anos de prisão. Ele confessou participação nos crimes, o que levou à redução de parte da pena. As investigações indicam que ele também esteve envolvido nas execuções.
O réu Fabrício Silva Canhedo recebeu pena de mais de 202 anos de reclusão por participação nos sequestros e na manutenção do cativeiro das vítimas.
Por fim, Carlos Henrique Alves da Silva foi condenado a dois anos de prisão por participação limitada nos crimes e acabou absolvido de uma das acusações de homicídio.
O julgamento é considerado o segundo mais longo da história da capital federal, atrás apenas do caso conhecido como Crime da 113 Sul. Ao longo da semana, foram ouvidas 18 testemunhas, além dos interrogatórios dos réus e intensos debates entre defesa e acusação.
Os acusados responderam por crimes como homicídio qualificado, latrocínio, sequestro, ocultação de cadáver e associação criminosa.
As investigações apontaram que o grupo planejou os crimes com o objetivo de assumir uma chácara localizada no Itapoã, avaliada em cerca de R$ 2 milhões. Para isso, os criminosos atraíram as vítimas de forma gradual, utilizando mensagens e se passando por familiares já sequestrados.
Ao longo de dias, os membros da família foram enganados, levados a cativeiros e assassinados em diferentes locais. Parte dos corpos foi ocultada e outros foram queimados, em uma tentativa de dificultar a investigação.
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O caso chocou o país pela brutalidade e pela forma como as vítimas foram atraídas e executadas. A sentença encerra uma das etapas mais importantes do processo, mas ainda cabem recursos por parte das defesas.