Combate a fraudes e falhas na gestão é apontado como caminho para melhorar uso dos recursos públicos.
A rede de programas sociais no Brasil é considerada uma das principais conquistas desde a redemocratização, garantindo apoio a milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade. No entanto, falhas na gestão, fraudes e inconsistências têm comprometido a efetividade dessas políticas e pressionado ainda mais o orçamento público.
Com a proximidade de um novo ciclo de governo, especialistas apontam que a revisão desses programas deve ser uma prioridade, especialmente diante do cenário de restrições fiscais e despesas obrigatórias elevadas. Um estudo do Insper indica que medidas administrativas, sem necessidade de aprovação do Congresso, poderiam gerar economia de até R$ 22,3 bilhões por ano.
Nos últimos anos, os gastos com o Bolsa Família cresceram significativamente, passando de 0,4% para 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2018 e 2023. Auditoria do Tribunal de Contas da União identificou que cerca de 20% dos beneficiários analisados não se enquadravam nos critérios de renda, evidenciando falhas no controle.
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Uma das principais medidas sugeridas é a revisão do Cadastro Único, base de dados que reúne famílias de baixa renda. A ampliação da checagem de informações e o cruzamento com outras bases públicas e privadas poderiam reduzir irregularidades e gerar economia estimada em R$ 4,2 bilhões.
Outro ponto de atenção é o Benefício de Prestação Continuada, destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Segundo auditorias, aproximadamente 10% dos beneficiários não atendem aos requisitos, o que representa um potencial de economia de R$ 2,3 bilhões.
A Previdência Social também aparece como área crítica. A revisão de benefícios por incapacidade e o combate a irregularidades em aposentadorias rurais poderiam resultar em economia próxima de R$ 15 bilhões, conforme o estudo. Entre as medidas propostas estão o cruzamento de dados com sistemas como eSocial e notas fiscais eletrônicas, além do uso de tecnologias como georreferenciamento.
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De acordo com especialistas, essas ações não implicam cortes de direitos, mas sim a correção de distorções, garantindo que os recursos públicos cheguem a quem realmente precisa e contribuam para a sustentabilidade das contas públicas.