Órgão pede R$ 5 milhões por danos morais coletivos e aponta possível assédio eleitoral contra trabalhadoras domésticas do influenciador
O Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT-AL) entrou com uma ação civil pública contra o influenciador digital Rico Melquíades, acusando-o de prática de assédio eleitoral contra funcionárias domésticas. O processo tramita na 11ª Vara do Trabalho de Maceió e inclui um pedido de R$ 5 milhões por danos morais coletivos.
De acordo com o MPT-AL, a ação foi motivada por um vídeo em que o influenciador aparece questionando quatro mulheres sobre quem seria responsável pelo pagamento dos salários e também sobre suas preferências políticas.
Ainda segundo o órgão, ao identificar que uma das trabalhadoras teria declarado apoio ao Partido dos Trabalhadores (PT), Rico teria afirmado repetidamente que ela estava demitida e ordenado que recolhesse seus pertences.
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O Ministério Público do Trabalho sustenta que a conduta teria ultrapassado os limites da relação trabalhista e configurado tentativa de interferência na liberdade de escolha política das funcionárias. O órgão também aponta que dados pessoais das mulheres teriam sido expostos aos milhões de seguidores do influenciador.
Caso a Justiça aceite o pedido de indenização, o valor de R$ 5 milhões deverá ser destinado a fundos públicos ou projetos de interesse social, conforme determinação judicial.
Além da atuação do MPT-AL, o Ministério Público Eleitoral em Alagoas instaurou um procedimento para apurar a possível ocorrência de coação eleitoral relacionada ao episódio.
Após a repercussão do caso, Rico Melquíades publicou um vídeo em que se retratou com pessoas que tenham se sentido ofendidas. O influenciador afirmou que as mulheres que aparecem nas imagens seriam familiares e que teriam concordado com a gravação.
Rico também declarou ter consciência da responsabilidade que possui diante do público e das obrigações previstas nas legislações trabalhista e eleitoral.
O influenciador, conhecido por ter vencido a 13ª edição de A Fazenda, já esteve envolvido em outros episódios que ganharam repercussão pública. Em 2024, ele foi investigado pela Polícia Civil de Alagoas em um caso relacionado à divulgação de apostas ilegais e suspeitas de lavagem de dinheiro. Na ocasião, houve um acordo que incluiu o pagamento de R$ 1 milhão em multa para o encerramento das apurações.
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Rico também chegou a anunciar uma possível filiação ao PSDB de Alagoas com a intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, mas a candidatura não avançou.
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