Ao manter regras de custódia e proibir celulares no hospital, ministro neutraliza possível estratégia de exploração política
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a internação e a realização de uma cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro, prevista para ocorrer nesta quinta-feira (25). No entanto, a autorização veio acompanhada de uma série de determinações estritas e deve, consequentemente, evitar o que comentaristas políticos chamam de “espetáculo midiático” em torno do estado de saúde do ex-mandatário.
Para a nova intervenção — uma cirurgia de hérnia inguinal —, Moraes proibiu a entrada de quaisquer dispositivos eletrônicos, incluindo celulares, no quarto de hospital onde Bolsonaro ficará alojado.
Embora o despacho do ministro foque na manutenção das condições de execução penal (já que Bolsonaro cumpre pena definitiva de 27 anos), a restrição digital acaba por neutralizar uma possível estratégia de comunicação que marcou internações anteriores do ex-presidente: explorar o episódio.
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Nesta terça-feira (23), Bolsonaro cancelou em cima da hora uma entrevista exclusiva que daria ao portal Metrópoles, diretamente da superintendência da Polícia Federal, onde está preso. A equipe de reportagem já estava no local quando recebeu um bilhete manuscrito de Bolsonaro alegando “questões de saúde” para o cancelamento.
Nos bastidores, informa-se que havia uma forte pressão da defesa e de familiares para que a entrevista não ocorresse, temendo declarações que pudessem comprometer sua situação jurídica. Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador comentou o estado de saúde do pai, pedindo orações e justificando a ausência devido à indisposição pré-operatória.
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Bolsonaro deve permanecer sob custódia e vigilância cerrada durante todo o período de recuperação hospitalar, seguindo o protocolo determinado pela Suprema Corte.
Fonte: R7