Vazante mantém ritmo de queda na capital amazonense, enquanto Defesa Civil reforça acompanhamento de áreas urbanas e comunidades rurais afetadas pela estiagem
O nível do Rio Negro chegou a 19,2 metros nesta segunda-feira (28), em Manaus, ficando 3,9 metros abaixo da marca registrada no mesmo dia de 2025, quando o rio estava em 23,1 metros. O cenário de vazante mantém a Defesa Civil de Manaus em alerta para áreas que podem sofrer impactos com a redução do nível das águas.
Os dados são do monitoramento realizado pelo Porto de Manaus. Nos últimos sete dias, o Rio Negro apresentou uma redução média de aproximadamente 20 centímetros por dia, mantendo o ritmo de descida observado durante o período de estiagem.
Diante do cenário, a Defesa Civil municipal reforçou o acompanhamento de comunidades e bairros que ficam próximos aos cursos d’água. Na área urbana, a atenção está concentrada principalmente nas regiões próximas às fozes das bacias dos rios São Raimundo, Educandos, Tarumã-Mirim e Tarumã-Açu.
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Entre os bairros que recebem atenção especial estão São Jorge, Compensa, Educandos e Mauazinho, principalmente nas áreas localizadas próximas aos cursos d’água.
Na zona rural de Manaus, o monitoramento contempla comunidades mais afastadas da calha principal do Rio Negro. Entre as localidades acompanhadas estão Nova Esperança do Apuaú, Nova Aliança do Apuaú (Pajé), Santa Isabel do Paraná do Acariquara, Maravilha, Comunidade Indígena Três Unidos, São Sebastião do Cuieiras, Nova Canaã do Cuieiras, Nova Esperança do Cuieiras, Barreirinha e Boa Esperança do Cuieiras.
O Governo do Amazonas decretou situação de emergência em razão dos efeitos da estiagem no Estado. A estimativa é de que aproximadamente 648 mil pessoas possam ser afetadas nos 62 municípios amazonenses.
Em Manaus, a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec) acompanha a evolução do cenário por meio de um sistema que reúne informações de monitoramento e ocorrências comunicadas pela população à Central 199.
Os dados coletados são utilizados no planejamento das ações de prevenção, preparação e resposta às consequências da vazante. A Defesa Civil também avalia a evolução do nível do rio para definir as medidas necessárias em cada região.
Entre as principais preocupações está a manutenção da navegabilidade e das condições de transporte para moradores de comunidades afetadas pela redução do nível das águas.
O planejamento também busca garantir o deslocamento e o a bastecimento de populações que dependem do transporte fluvial para receber alimentos, água, medicamentos e outros itens essenciais.
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A Defesa Civil informou que continuará acompanhando o comportamento do Rio Negro e utilizando os dados do monitoramento para orientar as estratégias de resposta durante o período de estiagem.