Fenômeno conhecido como rios voadores transporta umidade da Amazônia e ajuda a garantir chuvas em grande parte do Brasil
Invisíveis a olho nu, os rios voadores são correntes de vapor d’água que saem da Amazônia e carregam chuva para outras regiões do Brasil, influenciando diretamente o clima e o regime de precipitações. Segundo o professor Flávio Bueno, do Colégio Sigma, tecnicamente são jatos de baixos níveis, correntes de ar entre 1,5 mil e 3 mil metros de altitude carregadas de umidade que circulam na troposfera inferior.
O fenômeno começa no Oceano Atlântico, onde ventos alísios levam umidade para a Amazônia. Lá, a floresta entra em ação: árvores transpiram grandes volumes de água, recarregando o ar e mantendo os rios voadores ativos. Árvores de grande porte podem liberar mais de 300 litros de água por dia, e esse fluxo segue para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. Quando encontra a Cordilheira dos Andes, a corrente se desvia e segue abastecendo regiões povoadas por milhões de brasileiros.
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Os rios voadores são essenciais para o regime de chuvas, ajudando na formação de precipitação quando interagem com frentes frias e outros sistemas meteorológicos. Eles abastecem represas, irrigam a agricultura e regulam a temperatura, evitando períodos prolongados de seca.
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Especialistas alertam que o desmatamento enfraquece o fenômeno. Com menos árvores liberando vapor, a circulação atmosférica perde força, e as chuvas ficam mais escassas e irregulares. Isso pode gerar secas mais frequentes, aumento de temperatura e instabilidade no clima. Além do impacto ambiental, a redução dos rios voadores afeta segurança hídrica, produção agrícola e geração de energia, mostrando que preservar a Amazônia é estratégico para o futuro climático e econômico do Brasil.