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Política no Amazonas
Roberto Cidade acusa Sinetram de agir politicamente após suspensão do Passe Livre. VEJA VÍDEO
Foto: Divulgação

Governador afirma que repasses de 2026 estão em dia e que valores cobrados pelo sindicato são referentes a 2025; novos créditos para estudantes da rede estadual foram suspensos em Manaus. VEJA VÍDEO

O governador do Amazonas, Roberto Cidade, criticou a decisão do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) de suspender a liberação de novos créditos do Passe Livre Estudantil para alunos da rede estadual de ensino. Em manifestação nas redes sociais, na noite de segunda-feira (2), ele acusou a entidade de agir de forma “politiqueira” e afirmou que a medida prejudica os estudantes.

 

A suspensão começou nesta terça-feira (3), primeiro dia útil de novembro. O comunicado foi enviado aos usuários pelo aplicativo Cadê Meu Ônibus e informa que a interrupção ocorre devido a pendências financeiras atribuídas ao Governo do Amazonas. Segundo o sindicato, as empresas não têm condições de continuar custeando as passagens sem receber os valores correspondentes.

 

Roberto Cidade afirmou que os pagamentos referentes a 2026 estão em dia. Segundo o governador, o Estado já repassou R$ 27 milhões ao sistema de transporte neste ano. A transferência mais recente, no valor de R$ 3 milhões, foi realizada em 23 de outubro.

 

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O chefe do Executivo estadual declarou que a divergência financeira envolve cobranças referentes ao segundo semestre de 2025, que estão sendo questionadas judicialmente. Ele também criticou os valores previstos em contratos anteriores e defendeu que o pagamento seja calculado com base na quantidade de estudantes efetivamente atendidos.

 

Em nota, o Governo do Amazonas alegou que o Sinetram não apresenta relatórios mensais detalhados sobre a utilização das passagens. De acordo com a administração estadual, a demanda varia entre 4 mil e 24 mil utilizações por mês, enquanto o sindicato estaria cobrando valores correspondentes a 130 mil alunos. Essas informações são apresentadas pelo governo como justificativa para contestar os valores na Justiça.

 

O Sinetram, por sua vez, afirma que as empresas acumulam pendências financeiras desde 2025 e não conseguem continuar antecipando recursos próprios para manter a gratuidade. O impasse foi discutido em uma audiência de conciliação realizada em 26 de outubro, no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, mas terminou sem acordo.

 

Apesar da suspensão de novos créditos, os valores que já estão disponíveis nos cartões PassaFácil Estudantil continuam válidos. Estudantes sem saldo poderão utilizar a meia-passagem, no valor de R$ 2,50 por viagem, mediante recarga do cartão, enquanto a situação não for resolvida.

 

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Roberto Cidade afirmou que está aberto ao diálogo, mas disse que também pretende questionar a postura do sindicato judicialmente. Até o momento, não há acordo entre as partes para restabelecer a liberação dos novos créditos, deixando estudantes da rede estadual dependentes de uma solução para o impasse financeiro.

 

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