Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências combinam engenharia genética e robótica para transformar o cultivo de tomates e soja
Por milhares de anos, o desenvolvimento de cultivos mais resistentes e produtivos dependia da polinização natural ou manual. Algo que exigia muitos recursos e tempo e que, por muitas vezes, não era eficiente em 100% do tempo.
Agora, cientistas do Instituto de Genética e Biologia do Desenvolvimento (IGDB), da Academia Chinesa de Ciências (China), reinventaram essa etapa criando flores adaptadas para serem polinizadas por robôs controlados por inteligência artificial (IA) que trabalham 24 horas por dia.
No lado tecnológico, o GEAIR usa machine learning para identificar flores prontas. Essas, por sua vez, são acessadas por um braço robótico, que realiza a polinização. O robô se saiu tão bem quanto os humanos, porém, sem tempo de pausas.
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Quando integrado a técnicas, como speed breeding (aceleração do crescimento com ciclos de luz estendidos) e domestication (incorporação rápida de características de plantas selvagens), o GEAIR reduz o tempo de desenvolvimento de novas variedades.
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A equipe já criou tomates com sabor mais intenso e maior tolerância a estresses ambientais, além de aplicar a mesma abordagem na soja com bons resultados. Para Xu, o sistema é “uma mudança de paradigma”. Ao redesenhar as plantas para trabalhar em conjunto com IA e robótica, é possível criar cultivos melhores de forma mais rápida, barata e sustentável.O sistema, batizado de Genome Editing with Artificial-Intelligence-based Robots (GEAIR), resolve um problema antigo na polinização de híbridos.
Fonte: Olhar Digital