Categoria afirma que poderá iniciar uma nova greve caso os vencimentos não sejam pagos até o próximo quinto dia útil.
A possibilidade de uma nova paralisação no transporte coletivo de Manaus voltou a preocupar milhares de passageiros. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Coletivos Urbanos e Rodoviários de Manaus e Região Metropolitana (STTRM) anunciou nesta sexta-feira (31) que a categoria poderá entrar em greve caso os salários dos funcionários não sejam pagos até o próximo quinto dia útil.
O anúncio foi feito pelo presidente do sindicato, Givancir Oliveira, durante uma reunião realizada na sede da entidade, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul da capital. No encontro, motoristas, cobradores e trabalhadores do setor administrativo discutiram os constantes atrasos salariais enfrentados pela categoria e decidiram tornar público o alerta às empresas e às autoridades.
Segundo Givancir, o objetivo é evitar alegações de que uma eventual paralisação aconteça sem aviso prévio. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais do sindicato, ele afirmou que os trabalhadores desejam continuar exercendo suas funções, mas não aceitam mais o descumprimento dos prazos de pagamento.
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"Não mexam conosco. Se, no próximo dia útil, o pagamento da minha categoria não sair em dia, Manaus vai travar", declarou o dirigente sindical.
A ameaça ocorre poucos dias após o encerramento da última greve dos rodoviários, realizada entre os dias 20 e 22 de julho. Na ocasião, a circulação dos ônibus foi totalmente interrompida, causando transtornos para milhares de usuários do transporte público. O serviço só voltou à normalidade depois que as empresas efetuaram o pagamento dos salários em atraso.
De acordo com o STTRM, os atrasos têm se tornado recorrentes e comprometem a estabilidade financeira dos trabalhadores, que enfrentam dificuldades para cumprir compromissos básicos. A entidade afirma que, apesar das promessas feitas após a última paralisação, o problema continua sem uma solução definitiva.
Caso a nova greve seja confirmada, a expectativa é de que o transporte coletivo volte a ser severamente afetado, prejudicando o deslocamento de trabalhadores, estudantes e demais usuários, além de provocar impactos no trânsito da cidade e aumento da procura por serviços de transporte por aplicativo.
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Até o momento, as empresas responsáveis pelo sistema de transporte coletivo e os órgãos competentes não se manifestaram oficialmente sobre a possibilidade de uma nova paralisação. Enquanto isso, o sindicato mantém o ultimato e aguarda o cumprimento do prazo para definir os próximos passos da categoria.
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