Governador de MG falou das situações em que um veículo pode ser retirado de um local, e pessoas não
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sugeriu tratar pessoas que dormem nas ruas como carro guinchado de local proibido. A fala foi feita durante uma entrevista à BBC News, divulgada nesta sexta-feira (15).
O comentário foi feito em um momento em que o governador, que está às vésperas de lançar sua pré-candidatura à Presidência, foi questionado sobre como lidaria com as mais de 300 mil pessoas em situação de rua no Brasil, caso seja eleito.
"Eu quero resolver esse problema. Se alguém deixa o carro estacionado num lugar proibido, o carro não é guinchado? Agora, vai ficar alguém na porta de um comerciante que paga imposto, que gera emprego, fazendo sujeira, atrapalhando, ameaçando o cliente. Ninguém pode fazer nada" , disse à BBC .
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Para Zema, uma nova legislação pode lidar com o tema. Ele afirmou que o país deveria ter uma lei que proíbe dormir em via pública, uma vez que espaço público é para todos utilizarem.
PRÉ-CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA
O atual governador de Minas Gerais pretende concorrer ao cargo de Presidente da República nas eleições de 2026. Tentando se colocar como o principal candidato da direita, Zema admite que pode não ter o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Estaremos, muito provavelmente, caminhando de maneira solitária no primeiro turno, mas estaremos juntos no segundo turno" , comentou Zema, em relação ao possível apoio de Bolsonaro.
Ainda sobre o ex-presidente, o mineiro disse à BBC News que concederia anistia a Bolsonaro, caso seja eleito. "Por que não dar anistia? Acho que nós temos de passar uma régua nisso, uma borracha, e olhar para o futuro" , afirmou.
APOIO A TRUMP
Em outro trecho da entrevista, Zema expressou apoio às sanções americanas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Zema havia criticado as tarifas de Trump em outro momento, mas disse não ver interferência do presidente americano sobre o sistema judiciário brasileiro.
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O governador de Minas culpa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo tarifaço, a partir de seus posicionamentos e supostos ataques ao estadunidense.
Fonte:Ig