Clube nega irregularidades
O zagueiro Ruan Tressoldi entrou na Justiça contra o São Paulo e cobra R$ 13,7 milhões por uma série de supostas irregularidades que teriam ocorrido durante seu empréstimo ao clube, entre janeiro e junho de 2025. Entre as alegações estão negligência no tratamento de uma lesão no joelho, ausência de seguro obrigatório para atletas e atrasos no pagamento de direitos de imagem.
Segundo informações divulgadas pelo Uol, as dores do jogador começaram durante a partida contra o Palmeiras, em 11 de maio. Tressoldi afirma que comunicou o problema, mas teria permanecido em campo e sido relacionado para o confronto contra o Libertad, três dias depois, sem realizar exames.
Uma ressonância feita em 15 de maio identificou uma lesão no menisco, além de edema e tendinopatia no tendão patelar. Mesmo após o diagnóstico, o jogador afirma que foi escalado novamente contra o Náutico, em 20 de maio.
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Na ação judicial, o zagueiro também relata ter sido submetido a um procedimento com Plasma Rico em Plaquetas (PRP) sem receber informações suficientes sobre o tratamento para tomar uma decisão. Posteriormente, uma cirurgia teria sido indicada, mas acabou sendo adiada em meio a discussões sobre quem deveria arcar com os custos.
Tressoldi afirma ainda que solicitou ao São Paulo o acionamento do seguro obrigatório para atletas para custear a cirurgia, mas teria sido informado de que o clube não havia contratado a cobertura. O empréstimo terminou em 30 de junho, sem que o jogador tivesse sido submetido ao procedimento.
De acordo com o processo, a cirurgia foi realizada somente em 8 de julho, já após o fim do vínculo com o São Paulo. O procedimento teria sido pago pelo próprio atleta, de forma parcelada em quatro vezes no cartão de crédito.

Foto: Divulgação/ São Paulo FC
Além das questões relacionadas à lesão, Tressoldi cobra valores referentes aos direitos de imagem. Segundo o jogador, os pagamentos chegaram a acumular três meses de atraso.
Do total de R$ 13,7 milhões solicitados na Justiça, R$ 6 milhões são referentes à alegada ausência do seguro obrigatório e R$ 4,5 milhões correspondem a danos morais. A ação também inclui cobranças relacionadas a direitos de imagem, verbas rescisórias, despesas médicas, multas e honorários.
O São Paulo contesta as acusações apresentadas pelo jogador. O clube afirma que Tressoldi recebeu acompanhamento médico contínuo durante o período em que esteve na equipe, incluindo exames, sessões de fisioterapia e avaliações especializadas.
Na defesa, o clube também sustenta que o atleta tinha acesso a um plano de saúde com cobertura premium, incluindo atendimento no Hospital Albert Einstein, e afirma que não houve qualquer negativa de assistência médica durante o tratamento.
O São Paulo declarou ainda que tentou negociar com o Sassuolo, da Itália, clube que detinha os direitos do jogador, para manter o defensor no elenco, mas não houve acordo. Em relação às verbas rescisórias, a equipe paulista afirma que todas as obrigações foram cumpridas conforme a legislação.
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Uma audiência relacionada ao processo está prevista para esta terça-feira (18).