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Ruptura entre Omar Aziz e David Almeida pode beneficiar a extrema direita na disputa pelo Governo do Amazonas. VEJA POR QUÊ
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

Enquanto Omar e David se ocupam em medir forças entre si, Maria Enxofre do Carmo assiste de camarote

Por Antônio Zacarias e George Tasso - Se a aliança entre o senador Omar Aziz e o prefeito de Manaus, David Almeida, for mesmo rompida e os dois insistirem em disputar separadamente o Governo do Amazonas, o resultado será menos uma demonstração de força e mais um atestado de erro estratégico. Na política, quando dois líderes do mesmo campo resolvem se enfrentar, raramente o prejuízo fica restrito a eles. Quase sempre surge um terceiro nome para capitalizar a divisão — e, neste caso, tudo aponta para a extrema direita no Amazonas.

 

Omar e David falam para o mesmo eleitorado, disputam o mesmo espaço e dependem de uma base semelhante. Separados, não ampliam votos; apenas os repartem. Essa fragmentação não fortalece nenhum dos dois, apenas enfraquece o campo que até aqui vinha se mostrando competitivo. É o tipo de disputa que nasce menos de projeto e mais de vaidade, e que costuma terminar com arrependimentos tardios.

 

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Enquanto os dois se ocupam em medir forças entre si, a extrema direita assiste de camarote. Não precisa crescer, basta esperar que os adversários se canibalizem. Em um cenário fragmentado, qualquer candidatura minimamente organizada e com discurso claro passa a parecer viável. A conta é simples: quanto mais dividido estiver o centro político, maior será o espaço para uma candidatura de extrema direita.

 

O eleitor comum não costuma premiar disputas personalistas. Pelo contrário: tende a enxergar rupturas desse tipo como sinal de instabilidade, ambição excessiva e falta de compromisso com um projeto coletivo. Quando isso acontece, cresce o voto de protesto, o voto identitário e o voto “contra o sistema”. É exatamente nesse terreno que a extrema direita no Estado se sente mais à vontade para avançar.

 

Se Omar Aziz e David Almeida acreditam que podem brigar entre si sem consequências maiores, ignoram uma regra básica da política: divisões internas sempre beneficiam quem está fora do conflito. A insistência em candidaturas concorrentes não é demonstração de força, mas de incapacidade de construir convergência. E essa incapacidade costuma ser cobrada nas urnas.

 

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No final, a pergunta não será quem venceu a queda de braço entre Omar e David, mas quem lucrou com ela. Se a cisão se confirmar, a resposta tende a ser clara: Maria do Carmo, ou seja, a extrema direita. Enquanto dois se enfrentam, o terceiro avança. E, quando percebem, pode já ser tarde demais para recompor o que foi quebrado.

 

 

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