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Rússia intensifica ofensiva com ataque em massa a Kiev e leva Polônia a mobilizar caças
Foto: Divulgação

Bombardeio com drones e mísseis atinge a capital ucraniana, deixa feridos e aumenta a tensão no Leste Europeu.

A Rússia realizou, na noite de quarta-feira (1º) e madrugada desta quinta-feira (2), um dos maiores ataques aéreos contra a Ucrânia desde o início da guerra, em 2022. A ofensiva teve como principal alvo a capital Kiev e mobilizou drones, mísseis de diferentes alcances e bombardeiros estratégicos, ampliando a tensão no conflito.

 

De acordo com autoridades ucranianas, a operação começou com o lançamento de centenas de drones de ataque do tipo Gerânio-2, versão russa do modelo iraniano Shahed-136, utilizados para sobrecarregar os sistemas de defesa aérea do país.

 

Na sequência, as forças russas dispararam mísseis hipersônicos Tsirkon, mísseis de cruzeiro Kalibr e Kh-101, além de mísseis balísticos Iskander-M. Somente em Kiev, foram registrados cerca de 20 ataques nas primeiras horas da ofensiva.

 

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Bombardeiros estratégicos Tu-95 e Tu-160 também teriam participado da operação, marcando uma das maiores mobilizações da aviação russa nos últimos meses.

 

Na capital ucraniana, diversos incêndios foram registrados após os impactos. Entre os edifícios atingidos estão o CityHotel Residence e a torre comercial Tarian. Segundo a prefeitura de Kiev, ao menos 11 pessoas ficaram feridas.

 

Com a intensidade dos bombardeios, milhares de moradores buscaram abrigo nas estações de metrô. Em alguns pontos, a superlotação levou as autoridades a orientarem a população a procurar outros locais de proteção.

 

A escalada do conflito também colocou países vizinhos em alerta. A Polônia informou que mobilizou caças para monitorar seu espaço aéreo diante do risco de drones russos cruzarem a fronteira durante a operação militar.

 

Segundo analistas, a ofensiva russa ocorre em resposta ao aumento dos ataques promovidos pela Ucrânia contra instalações energéticas em território russo nas últimas semanas. O próprio presidente Vladimir Putin reconheceu recentemente dificuldades no abastecimento de combustíveis em algumas regiões do país, enquanto a Crimeia chegou a decretar estado de emergência.

 

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Enquanto os combates se intensificam, as negociações para um acordo de paz permanecem paralisadas. Paralelamente, o avanço das tropas russas no leste da Ucrânia e os sucessivos ataques de ambos os lados aumentam as preocupações da comunidade internacional sobre uma possível ampliação do conflito nos próximos meses. 

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