Análise de amostras coletadas pela missão Hayabusa2 mostra que o corpo celeste guardou líquido em suas rochas por bilhões de anos
O asteroide Ryugu, que orbita próximo à Terra, surpreendeu cientistas ao revelar sinais de que já teve água corrente em seu interior. A conclusão vem de um estudo publicado em 10 de setembro na revista Nature e feito a partir da análise de amostras trazidas pela missão japonesa Hayabusa2.
Os pesquisadores examinaram fragmentos coletados em 2018 e 2019 e descobriram que a proporção de certos isótopos de háfnio e lutécio indicava que minerais do asteroide foram alterados pela presença de água líquida. Isso significa que, em algum momento de sua história, Ryugu não foi apenas um corpo rochoso e seco.
Segundo o estudo, a água teria surgido após um impacto sofrido pelo corpo “pai” de Ryugu, um asteroide maior do qual ele se originou. A colisão teria fraturado as rochas e liberado gelo armazenado, criando canais por onde a água circulou.
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Esse processo, de acordo com os cientistas, se estendeu por um período muito mais longo do que se pensava possível: deve ter começado cerca de um bilhão de anos após a formação do Sistema Solar e está evoluindo até hoje.
A descoberta muda a forma como os astrônomos enxergam os asteroides. Ela sugere que esses corpos podem ter guardado água líquida em seu interior por muito mais tempo do que se imaginava, aumentando a possibilidade de que tenham contribuído para levar água a planetas como a Terra.
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Os cientistas agora pretendem analisar com mais detalhe os veios de fosfato presentes nas amostras para determinar a idade exata do evento que fez a água fluir dentro de Ryugu.
Fonte: Metrópoles