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Sabe aquelas pessoas que ficam em silêncio em conversas em grupo? Veja o que a psicologia diz sobre elas
Foto: Reprodução

Esse comportamento pode ser interpretado como timidez, insegurança ou desinteresse, mas a psicologia sugere que existem outras muitas razões

Em reuniões familiares, encontros com amigos ou até mesmo no trabalho, é comum haver alguém que raramente participa da conversa e prefere permanecer em silêncio enquanto todos os outros compartilham suas opiniões. À primeira vista, esse comportamento pode ser interpretado como timidez, insegurança ou desinteresse, mas a psicologia sugere que existem muitas razões pelas quais alguém pode optar por falar menos em um grupo.

 

Segundo o site especializado Psychology and Mind, ser uma pessoa quieta implica ter uma tendência natural a ser reservado na comunicação verbal. Isso não significa necessariamente que a pessoa seja tímida ou introvertida, embora ambas as características possam coexistir.

 

Em geral, aqueles que falam pouco preferem ouvir a falar, considerando cuidadosamente o que dizer e escolhendo o momento certo para fazê-lo. Além disso, tendem a evitar falar por falar e priorizam as contribuições que consideram verdadeiramente valiosas.

 

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Especialistas também apontam que muitos desses indivíduos têm uma personalidade reflexiva e precisam processar internamente suas ideias antes de expressá-las. Esse modo de funcionar significa que, em conversas dinâmicas ou com muitos participantes, eles frequentemente não têm a oportunidade de falar antes que o assunto mude.

 

Por sua vez, Roberto Pérez Marijuán, especialista em comunicação com foco em habilidades sociais e palestrante do TED, explicou, em vídeo publicado no TikTok, que, em alguns casos, falar pouco pode ser uma resposta aprendida, originada de experiências da infância.

 

"Você já reparou que em grupos sempre tem alguém que fala muito pouco? Essa pessoa não incomoda ninguém nem interrompe, mas também não participa plenamente. É fácil pensar que ela não tem nada a dizer ou que está desconfortável. Mas a realidade é bem mais interessante. Porque falar pouco nem sempre é por timidez. Às vezes é uma forma de proteção. Pessoas que cresceram em ambientes onde, a cada vez que falavam, eram corrigidas ou julgadas. E seus cérebros aprenderam a não se expor. Outras vezes é simplesmente uma pressão autoimposta. Elas querem contribuir com algo perfeito e, como não conseguem encontrar as palavras certas a tempo, permanecem em silêncio", disse.

 

O especialista também destacou que algumas pessoas permanecem em silêncio porque precisam entender o contexto antes de falar. “E há aquelas que falam pouco porque escutam muito. Precisam observar, compreender a atmosfera, captar a energia. E quando finalmente encontram a frase perfeita, a conversa já mudou de assunto e a contribuição delas já não seria relevante”, afirmou.

 

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Mas o silêncio pode deixar as pessoas ao redor desconfortáveis ??e até ser visto como desrespeitoso. “O problema é que falar pouco também tem efeitos colaterais. No trabalho, parece que você não está participando. Socialmente, como se estivesse apenas de passagem. Com a família, como se não estivesse se envolvendo. E isso não é verdade. Você simplesmente tem um ritmo diferente”, destacou o especialista. 

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