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Saiba como a atividade física pode ajudar o paciente a enfrentar o câncer
Foto: Reprodução

De acordo com o oncologista Gilberto Amorim, da Oncologia D’Or, os exercícios físicos reduzem os riscos de depressão e ansiedade, ajudam no controle do peso e amenizam a fadiga e outros efeitos colaterais do tratamento.

Que a atividade física pode diminuir o risco de câncer se sabe há muitos anos. Evidências científicas1 indicam que a redução pode chegar até 30% nos casos de tumores nas mamas, cólon, bexiga, endométrio, esôfago e na região gastrointestinal.

 

Há pouco mais de cinco anos, os especialistas perceberam que os exercícios não só previnem o câncer, como também têm o poder de melhorar a qualidade de vida das pessoas com a doença em curso, até mesmo em estágio avançado.

 

Uma simples caminhada pode fazer a diferença para as pessoas em tratamento do câncer”, afirma o oncologista Gilberto Amorim, da Oncologia D’Or. Os benefícios são tantos que, há três anos, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e a Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde (SBAFS) lançaram o primeiro guia2 em língua portuguesa para orientar os profissionais de saúde como incentivar os pacientes oncológicos a se manterem ativos.

 

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Segundo o documento, a prática de atividade física para os sobreviventes do câncer é tolerável e segura, inclusive quando realizada em meio ao tratamento — quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal ou outros. Adultos e idosos, com ou sem diagnóstico de câncer, devem praticar ao menos 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada. Outra opção é fazer exercícios vigorosos por, no mínimo, 75 minutos semanais, ou ainda, combinar exercícios moderados com vigorosos.

 

POR QUE, DOUTOR?

 

Muitos pacientes estranham quando o médico, durante a consulta, ressalta a importância de se manterem ativos. “Como a doença traz muitos transtornos e incertezas nos aspectos social, familiar e econômico, as pessoas recebem essa recomendação com surpresa”, afirma o oncologista Gilberto Amorim. Por isso, os especialistas decidiram inserir a atividade física na prescrição médica para destacar seu papel na melhoria do quadro clínico.

 

Afinal, não é só a saúde física, mas também a saúde mental do paciente que está em jogo. Receber o diagnóstico de câncer faz muitas pessoas desenvolverem ansiedade e depressão. Tanto que a prevalência de depressão3 nesses casos chega a ser três vezes maior do que na população em geral. O transtorno pode ser mitigado com a prática de atividade física aeróbica, como demonstrou uma revisão sistemática e meta-análise de 25 ensaios clínicos4, envolvendo 1.931 adultos com câncer.

 

Pacientes ativos também têm mais possibilidade de tolerar a fadiga, o enjoo e outros efeitos colaterais do tratamento. Um estudo5 demonstrou que a combinação de exercícios aeróbicos e de resistência foi a mais eficaz contra a fadiga, seguida por atividade física regular e ioga. Após o tratamento, apenas os exercícios aeróbicos e de resistência combinados tiveram um efeito significativo na fadiga relacionada ao câncer.

 

Uma diretriz da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco)6 recomenda a prática de exercícios físicos durante o tratamento oncológico para melhorar também a aptidão cardiorrespiratória, a força muscular, o padrão de sono e a qualidade de vida do paciente. Exercícios pré-operatórios em pessoas com câncer de pulmão levaram à redução no tempo de internação hospitalar pós-operatória e complicações.

 

SUPERVISÃO

 

O oncologista Gilberto Amorim aconselha o paciente a solicitar ao seu médico orientações sobre quais tipos de exercício são indicados para a sua condição física. De posse das informações, pode pedir ao seu professor da academia para montar um programa mais focado em suas necessidades.

 

“Os pacientes também podem fazer exercícios leves, como caminhar na pracinha, pedalar uma bicicleta ergométrica ou praticar exercícios na piscina - que têm baixo impacto - como natação, hidroginástica e hidroterapia”, sugere o médico.

 

REFERÊNCIAS

 

Friedenreich CM et al. Physical activity, obesity and sedentary behavior in cancer etiology: epidemiologic evidence and biologic mechanisms. Mol Oncol. 2021; 15:790–800.

 

Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) - Atividade Física e Câncer: Recomendações para Prevenção e Controle – São Paulo: SBOC, 2022.

 

Andersen BL?, Lacchetti C?, Ashing K?, et al. Management of anxiety and depression in adult survivors of cancer: ASCO guideline update. ? J Clin Oncol. 2023;41(18):3426-3453.

 

Matthew Kulchycki et al.Aerobic Physical Activity and Depression Among Patients With Cancer. A Systematic Review and Meta-Analysis.JAMA Netw Open. 2024;7(10)

 

Bei Dong et al. Which Exercise Approaches Work for Relieving Cancer-Related Fatigue? A Network Meta-analysis.Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, 2023 Volume 53

 

Jennifer A. Ligibel et al.Exercise, Diet, and Weight Management During Cancer Treatment: ASCO Guideline. Journal of Clinical Oncology Volume 40, Number 22

 

SOBRE A ONCOLOGIA D’OR

 

Criada em 2011, a Oncologia D'Or é o projeto de oncologia da Rede D'Or formado por clínicas especializadas no diagnóstico e tratamento oncológico e hematológico, com padrão de qualidade internacional, e que atualmente está presente em onze estados brasileiros e no Distrito Federal.

 

O trabalho da Oncologia D'Or tem por objetivo proporcionar não apenas serviços integrados e assistência ao paciente com câncer com elevados padrões de excelência médica, mas um ambiente de suporte humanizado e acolhedor.

 

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A área de atuação da Oncologia D'Or conta com uma rede de mais de 55 clínicas, tem em seu corpo clínico mais de 500 médicos especialistas nas áreas de oncologia, radioterapia e hematologia e equipes multidisciplinares que trabalham em estreita parceria com o corpo clínico da maioria dos mais de 77 hospitais da Rede D'Or. Além disso, a presença das clínicas da Oncologia D'Or em mais de 20 hospitais da Rede abrange a área de atuação em toda a linha de cuidados, seguindo os moldes mais avançados de assistência integrada, proporcionando maior agilidade no diagnóstico e mais conforto e eficiência para o tratamento completo dos pacientes.

 

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