Parlamentar causa ruído na Alerj após polêmica: entenda o que motivou voto em prol do presidente da Alerj
O voto da deputada estadual Carla Machado (PT) no processo envolvendo o presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), acendeu um alerta no partido e expôs uma movimentação silenciosa da parlamentar, que costuma atuar distante das disputas políticas da capital, mas com força no Norte Fluminense, onde construiu sua carreira.
Aos 60 anos, Carla é uma figura histórica da política regional. Natural de Campos dos Goytacazes, foi em São João da Barra que se projetou: professora, vereadora, primeira presidente da Câmara e primeira prefeita do município, somando quatro mandatos no Executivo antes de se eleger deputada estadual, em 2022. Apesar do currículo robusto, é pouco conhecida fora de sua base eleitoral.
Nos bastidores, dirigentes petistas afirmam que a posição dela já era conhecida pela cúpula do partido, ainda que não fosse desejada. Pessoas próximas da deputada relatam que Carla não demonstrou preocupação com a repercussão negativa junto ao eleitorado — nem com a irritação da militância. Interlocutores afirmam que a deputada costuma agir de acordo com seu próprio cálculo político, mesmo quando contraria orientações fechadas.
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A trajetória ajuda a explicar. Ex-filiada ao Progressistas, Carla protagonizou uma mudança de rota em 2018, quando revisou o voto em Jair Bolsonaro e declarou apoio a Lula.
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Foto: Reprodução
Um elemento também pesa na leitura interna: Carla e Bacellar são de Campos, o que, segundo aliados, cria redes de relação e proximidades regionais que podem ter influenciado sua decisão. Ainda assim, ela não apoiou o candidato do PT à prefeitura de Campos nas últimas eleições, reforçando a percepção de que sua atuação não segue o alinhamento petista esperado.
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Apesar do gesto pró-Bacellar, aliados afirmam que Carla não busca cargos nem opera em negociações por espaços na Alerj ou no governo estadual. “Ela não tem cargos, não trabalha nessa lógica”, resume um dirigente do partido.
Fonte: Extra