Ministro também é citado no material apreendido pela PF e deve ser alvo de outro relatório
A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do chamado caso Master, após o diretor-geral da Polícia Federal entregar ao ministro Edson Fachin relatório sobre conexões entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, abre espaço para uma nova fase das investigações.
Segundo informações já divulgadas, Toffoli mantinha relação próxima com Vorcaro e trocava mensagens com o empresário. O nome do ministro aparece diversas vezes em diálogos extraídos do celular do controlador do Banco Master, apreendido pela Polícia Federal, inclusive em conversas que mencionariam pagamentos à esposa do magistrado.
O material apreendido também inclui referências ao ministro Alexandre de Moraes. Como revelado anteriormente, a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, firmou contrato com o Banco Master que previa pagamentos de R$ 130 milhões ao longo de três anos para atuação na defesa de interesses da instituição junto a órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário. Até o momento, não vieram a público detalhes sobre serviços que justificassem os valores mencionados no contrato.
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Com Toffoli à frente da relatoria, avaliava-se que eventuais relatórios envolvendo Moraes poderiam não avançar. Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal, a atuação conjunta dos dois ministros vinha sendo apontada como fator relevante nas discussões internas sobre o caso.
Após a decisão de afastamento de Toffoli da relatoria — a pedido — o processo foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça. A mudança pode alterar o rumo das investigações, que agora tendem a avançar sobre as conexões de Vorcaro e o conteúdo do material apreendido pela Polícia Federal.
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O novo cenário aumenta a expectativa sobre os próximos desdobramentos do caso no Supremo.