Mesmo com reajustes salariais e aumento da renda em alguns setores, muitos brasileiros têm a sensação de que o dinheiro acaba cada vez mais rápido. Especialistas apontam que o principal motivo está no avanço do custo de vida, que tem superado o crescimento dos salários em despesas essenciais.
Gastos com alimentação, aluguel, plano de saúde, escola, energia e outros serviços básicos seguem pressionando o orçamento das famílias, reduzindo o poder de compra mesmo quando há aumento no contracheque.
Outro fator que pesa no bolso é o endividamento. Parcelamentos, financiamentos e uso frequente do crédito comprometem parte significativa da renda mensal, fazendo com que sobre menos dinheiro para despesas do dia a dia.
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Economistas avaliam que esse cenário afeta principalmente a classe média, que concentra gastos mais difíceis de cortar e sente com mais intensidade a inflação em serviços.
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Na prática, o salário pode até crescer nominalmente, mas quando os preços sobem em ritmo maior, a sensação é de perda financeira. Por isso, muitos trabalhadores relatam que, apesar de ganharem mais, conseguem comprar menos do que anos atrás.