Vereador e deputado federal eleito reagiu à denúncia apresentada por Alessandra Campêlo após gesto feito nos bastidores de debate eleitoral; documento divulgado nas redes sociais é um requerimento, e não uma ordem judicial de prisão.
O vereador de Manaus e deputado federal eleito Alexandre da Silva Salazar (PL), conhecido como Sargento Salazar, afirmou nas redes sociais que o Amazonas vai parar caso ele e o suplente de deputado estadual Kidson Maia sejam presos. A declaração foi publicada após a denúncia apresentada pela deputada estadual Alessandra Campêlo (PSD), candidata a vice-governadora, por um gesto que ela interpretou como intimidação durante o debate da TV Norte, afiliada do SBT, realizado na terça-feira (13).
No vídeo, Salazar acusa integrantes da esquerda de articularem uma perseguição contra ele e Kidson Maia. O parlamentar também critica os adversários políticos e afirma que a situação seria uma tentativa de afastá-lo da campanha da candidata ao Governo do Amazonas pelo PL, Maria do Carmo Lins.
“Se nós formos presos injustamente, o Amazonas vai parar”, declarou Salazar. Na gravação, ele apresenta um documento com referências a dispositivos do Código de Processo Penal e sustenta que estaria sendo alvo de uma articulação política.
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A manifestação ocorre em meio à repercussão da denúncia de Alessandra Campêlo e à decisão da Justiça Eleitoral do Amazonas que concedeu medidas protetivas à parlamentar. Entre as determinações estão a proibição de aproximação a menos de 200 metros, a restrição de contato por qualquer meio e limitações à presença dos representados nos bastidores de eventos dos quais a deputada participe.

Foto: Divulgação
REQUERIMENTO NÃO SIGNIFICA ORDEM DE PRISÃO
Ao afirmar que a esquerda pediu sua prisão e a de Kidson Maia, Salazar exibiu um documento que menciona os artigos 311, 312 e 313 do Código de Processo Penal, relacionados à prisão preventiva.
A apresentação de um requerimento, porém, não significa que a prisão tenha sido decretada. A prisão preventiva depende de decisão judicial fundamentada e do preenchimento dos requisitos previstos na legislação.
No vídeo, Salazar afirma ser vítima de perseguição política, mas não apresenta elementos que comprovem uma articulação coordenada para prendê-lo ou retirá-lo da campanha de Maria do Carmo.
DENÚNCIA SURGIU APÓS GESTO NOS BASTIDORES DE DEBATE
A controvérsia começou após o debate entre Omar Aziz e Maria do Carmo, realizado em 13 de outubro. Imagens dos bastidores mostraram Kidson Maia fazendo um gesto semelhante a um corte na região do pescoço, conhecido como gesto de degola.
Alessandra Campêlo afirmou ter interpretado o movimento como uma ameaça e buscou providências junto às autoridades. O episódio motivou a apresentação de uma representação criminal e o pedido de medidas protetivas.
Em manifestações anteriores, Salazar declarou que não havia visto o gesto atribuído a Kidson Maia. Ele também sugeriu que o movimento poderia ter relação com a previsão de derrota dos adversários na disputa eleitoral.
Na ocasião, o parlamentar criticou Alessandra, chamou a deputada de “passa pano” e afirmou que começaria a “jogar sujo”, mencionando informações sobre familiares de Omar Aziz.
No novo vídeo, Salazar volta a atacar os adversários e compara o episódio a gestos que atribuiu à esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Alexandre de Moraes. As comparações, no entanto, não esclarecem a intenção do movimento registrado durante o debate.
A interpretação do gesto e as circunstâncias em que ocorreu devem ser analisadas pelas autoridades responsáveis pela apuração.
MARIA DO CARMO DIZ QUE NÃO PRESENCIOU O EPISÓDIO
A candidata ao Governo do Amazonas pelo PL, Maria do Carmo Lins, afirmou que não presenciou a situação envolvendo Alessandra Campêlo, Salazar e Kidson Maia. Ela defendeu que o caso seja esclarecido pelo Poder Judiciário.
Enquanto a denúncia segue seu curso, Salazar sustenta que está sendo alvo de perseguição e afirma que uma eventual prisão provocaria a paralisação do Amazonas. A declaração ampliou a repercussão política do episódio, que envolve integrantes de grupos adversários na disputa pelo Governo do Estado.
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O caso reúne acusações que precisam ser examinadas pelas autoridades competentes. A concessão de medidas protetivas tem caráter preventivo e não representa, por si só, uma condenação criminal dos envolvidos.
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