Craque, faminto para ser protagonista, armou como um 10 e definiu a vitória como um 9; Peixe vê craque crescer fisicamente e alcança o maior resultado com Cleber Xavier
Neymar apresentou duas versões na noite de quarta-feira na Vila Belmiro. A conhecida versão de camisa 10, demonstrada por anos no PSG e na seleção brasileira, e uma repaginada de um “falso 9”. Ambas fizeram a diferença neste retorno do Santos ao Campeonato Brasileiro e explicam a mais importante vitória de Cleber Xavier no clube.
Uma versão evoluída fisicamente fez o craque jogar 90 minutos pela primeira vez após quase cinco meses. Diante do Flamengo, Neymar teve fôlego para armar e também finalizar.
Foi o arco e a flecha que atingiram o Rubro-Negro e definiram o placar favorável de 1 a 0 para o Peixe, diante de 13 mil pessoas no estádio.
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Neymar se movimentou durante dois terços da partida para procurar jogo e criar as principais ocasiões do Santos.
Entretanto, somente ao ser adiantado para atuar mais próximo do gol, ele decidiu e protagonizou o melhor momento desde o retorno ao Peixe.
Cleber Xavier tirou Deivid Washington para colocar o meio-campista Gabriel Bontempo. Ao reforçar o setor, o treinador adiantou Neymar, que passou longe de ser um falso camisa 9 para definir a segunda vitória consecutiva do time na Série A.
O relógio marcava 38 do segundo tempo quando Neymar recebeu dentro da área, de costas para a marcação, fintou um marcador e finalizou para superar Rossi. Ações típicas de um centroavante com recursos, algo que o craque comprovou também poder ser para fazer a diferença nesta reconstrução santista.
Essa liberdade de movimentação ocorreu muito pela entrega apresentada pela equipe durante os mais de 90 minutos da partida na Vila Belmiro. Sem bola, Neymar e o Santos correram, e muito.
O Santos competiu da maneira necessária para encarar um rival do mais alto nível. No início, a pressão no tiro de meta do goleiro Rossi dificultou um Flamengo de movimentos naturais, praticamente instintivos pela competência do trabalho do dia a dia de Filipe Luis.
Com uma marcação mais recuada, o Peixe dificultou as ações pelo meio, uma das grandes forças do Flamengo. A primeira tabela até saía algumas vezes, mas a chance de finalização acabava bloqueada. Mérito coletivo e individual de nomes como Rincón e Luan Peres.
Pelos lados, outra virtude do Flamengo, a equipe contou com um trabalho em conjunto. Na esquerda, Souza e Guilherme atrapalharam Plata, Luiz Araújo e Wesley.
Do outro lado, o canhoto Escobar cumpriu a função com um quase incansável Barreal, além de Robinho Jr., que entrou comprometido defensivamente e ainda conseguiu mostrar um pouco do talento individual nas escapadas em velocidade.
Foi com essa disposição que o coletivo impediu o Flamengo de trabalhar com a eficiência de um então líder de campeonato. O comprometimento defensivo gerou contra-ataques e abriu espaço para Neymar fazer talvez o melhor jogo desde a volta ao Santos.
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É animador pensar que o craque evolui fisicamente ao mesmo tempo em que o coletivo cresce com Cleber Xavier.
Pela primeira vez, o treinador chegou a duas vitórias seguidas no comando santista. Enfim, vem a tranquilidade para trabalhar, com um Neymar faminto para ser protagonista.
Fonte: GE