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Sargento e cabo da Polícia Militar apontados como mentor e executor da tentativa de homicídio contra cantor de pagode continuam presos e investigações do Proceapsp vão continuar para elucidação do crime
Foto: Divulgação

Sargento Saimon Macambira que é apontado como mandante e cabo Jobison Vieira o executor da tentativa de homicídios continuam presos

Com o objetivo de apurar a tentativa de homicídio contra o cantor de pagode Eduardo de Souza Oliveira, conhecido como DuBarranco, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) vem dando continuidade às investigações em Manaus.

 

As ações investigativas estão sendo conduzidas pelas 60ª e 61ª Promotorias de Justiça Especializadas no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (PROCEAPSP) e pela 104ª Promotoria de Justiça, em atuação conjunta com o 1º Tribunal do Júri da Capital.


Na última quarta-feira, 1, a operação "DuBarranco" cumpriu um mandado de prisão e nove de busca e apreensão em locais possivelmente ligados aos autores do crime, alguns já cumpridos integralmente e outros ainda em andamento.

 

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O homem apontado como mentor do crime é 3º sargento da Polícia Militar. Durante as investigações, foram apreendidas volumosas quantidades de armas de fogo de diversos calibres e munições, além de um carregador compatível com o calibre da arma usada no crime.

 

Após a operação ser deflagrada e sargento PM ser preso o promotor

de Justiça Armando Gurgel garante que a investigação

do Proceapsp terá continuidade

 

De acordo com o promotor de Justiça Armando Gurgel Maia, titular da 60ª Proceapsp, também foram realizadas buscas com o Exército Brasileiro em clubes de tiro com os quais o autor intelectual mantinha vínculo, na tentativa de encontrar a arma do crime.


“O objeto dos mandados nesses clubes de tiro era ver se havia o acautelamento irregular dessa arma de fogo. O exército foi ao local após provocação do Ministério Público, para que, na oportunidade, também fosse feita uma fiscalização”, explicou o promotor.


Apesar de o apontado como mandante do crime ser registrado como colecionador, atirador e caçador (CAC), o promotor ressaltou que a quantidade de armas encontradas demonstra uma disparidade considerável com sua autorização de porte. “Encontramos situações que, aparentemente, destoam da autorização do CR (certificado de registro) que ele possui”, ressaltou.

 

Cantor DuBarranco foi a vítima do atentado a tiros e a filha

de 4 anos também foi baleada no tórax (Fotos: Divulgação)

 

O promotor de Justiça Daniel Silva Chaves Amazonas, titular da 61ª PROCEAPSP, destacou que policiais técnicos procederam com o recolhimento do armamento.

 

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“Ficamos realmente muito surpresos com a quantidade de armas encontradas. Não temos um número certo ainda, mas tem armas de vários calibres, fuzis, muita munição, carregadores, muitos projéteis deflagrados com carregador que servem para carregamento desses projéteis. Todo esse material está sendo recolhido ainda, vai vir para cá e será entregue na mão dos peritos, além de serem arrolados para uma futura perícia que vai instruir o procedimento de investigação”, declarou o promotor Armando Gurgel Maia.
 

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